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domingo, 5 de março de 2017

Em SP, fotógrafa feminista abre exposição "Mulheres livres: imagens insurgente"



Exposição Fotográfica Mulheres Livres: Imagens Insurgentes

A exposição fotográfica "Mulheres Livres: Imagens Insurgentes", que reuniu em 2015 o trabalho da fotógrafa feminista Elaine Campos, com registros desde 2010, estará novamente reunida, agora, na Passagem Literária da Consolação, especialmente no mês de março, Mês Internacional das Mulheres. A exposição reúne fotos que retratam a presença das mulheres à frente da cultura contra-hegemônica, nas lutas sociais e na arte. A exposição fotográfica será aberta na terça, dia 7 de março, às 19 horas. Entrada gratuita!

Exposição fotográfica "Mulheres Livres: Imagens Insurgentes", de Elaine Campos
Abertura: 7 de Março de 2017, às 19 horas
Visitação: 8 à 31 de Março de 2017
Segunda a sexta das 7h30 às 20h
Sábado: das 10h às 22h
Domingo: das 16h às 20h
Feriados: das 10h às 20h

Passagem Literária da Consolação
Rua da Consolação, altura do nº 2423 (esquina com a avenida Paulista), São Paulo
Entrada gratuita!

sexta-feira, 8 de março de 2013

Com licença, eu vou à luta: Dia Internacional de Luta das Mulheres



A equipe Blogueiras Feministas preparou especialemente para a semana do dia 8 de Março uma série de textos sobre a história da luta das mulheres que alimenta as lutas no presente e projeta no amanhã um mundo que se envergonhará da discriminação, do machisco, da desigualdade, da violência e outras formas de opressão às mulheres.

Dos textos publicados, indico a leitura de "Enegrecer o feminismo": o movimento de mulheres negras no Brasil, da historiadora feminista Bárbara Araújo.


Na história brasileira, encontramos organizações específicas de mulheres negras desde o início do século XX. A Sociedade de Socorros Mútuos Princesa do Sul, fundada em 1908, e a Sociedade Brinco das Princesas, de 1925, respectivamente em Pelotas e São Paulo, eram formadas estritamente por mulheres negras. Elas integraram também uma grande parcela da Frente Negra Brasileira (FNB), fundada em 1931 e considerada a entidade negra mais importante do país na primeira metade do século XX, tendo arregimentado mais de 20 mil associados em diversos estados. Ainda nos anos 30 foi fundada a primeira associação de trabalhadoras domésticas no estado de São Paulo, que teve como principal representante a ativista Laudelina Campos Melo, que também integrava a FNB. Já em 1950, foi fundado o Conselho Nacional da Mulher Negra, formado por mulheres vinculadas à cultura, às artes e à política.
Leia o texto completo aqui!

Participe do Ato/Passeata vai marcar o 8 de Março - Dia Internacional de Luta das Mulheres. Concentração às 13h, na Praça da Sé (SP).



quinta-feira, 8 de março de 2012

8 de março: mulheres em luta

O movimento pela moradia digna da CMP - Central de Movimentos Populares, abriu na madrugada do 8 de março o caminho de luta das mulheres sem teto. Na Praça João Mendes com rua Quintino Bocaiúva, região central de São Paulo, um prédio abandonado foi ocupado pela mulheres sem teto que exigem políticas nas áreas de habitação, saúde, educação, trabalho e cultura. A ação das mulheres sem teto faz parte da agenda do 8 de março de luta. Uma grande passeata está marcada para acontecer hoje, às 14 horas, saída da Praça da Sé.

segunda-feira, 7 de março de 2011

8 de Março: Dia Internacional de Luta das Mulheres

Em luta por autonomia e igualdade, contra o machismo e o capitalismo, milhares de feministas sairão às ruas do Brasil mais uma vez para celebrar o Dia Internacional de Luta das Mulheres. Em São Paulo, as atividades serão marcadas, em dias diferentes, pelo bloco de carnaval feminista "Adeus, Amélia" e caminhada no Centro de São Paulo.
“Estamos em luta diária contra a violência sexista, pela descriminalização e legalização do aborto, valorização do nosso trabalho, educação de qualidade para todos e solidárias às lutas anti-capitalistas travadas no Brasil e no mundo”, afirmam as quase cem organizações que convocam o ato do dia 12.
Com a celebração, as feministas querem chamar a atenção da população para os principais problemas que enfrentam. Entre eles, a tentativa, por parte do STF (Superior Tribunal de Justiça), de flexibilizar a Lei Maria da Penha; a falta de investimento por parte do governo estadual na ampliação das delegacias da mulher e casas abrigos; o déficit de vagas em creches e na educação infantil de São Paulo; o crescimento da intolerância e do conservadorismo, com manifestações de violência contra lésbicas, homossexuais e transexuais na cidade; o desrespeito a direitos trabalhistas das mulheres; o descaso do poder público com a reforma urbana e agrária; e a mercantilização do corpo da mulher nos meios de comunicação, entre outros.
As brasileiras prestarão ainda solidariedade internacional às mulheres que neste momento estão em luta em todo o mundo.

Agende-se e participe!

08/03, 14h - O Bloco “Adeus, Amélia!” levará a mensagem das feministas à população paulista. A concentração será na Praça Padre Péricles, próximo ao Parque da Água Branca (Metrô Barra Funda). De lá seguirá pelo Elevado (Minhocão) até a Rua Consolação.

12/03, 9h30 - A concentração da Caminhada de Luta das Mulheres será no (CIM) Centro de Informação da Mulher, na Praça Roosevelt (Rua Consolação, 605). De lá, as mulheres caminharão pelo centro da cidade, encerrando o ato na Praça da Sé.

Não é crime passional é femicídio

Pesquisa aponta que 5 mulheres apanham a cada 2 minutos

Pesquisa feita pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o Sesc projeta uma chocante estatística: a cada dois minutos, cinco mulheres são agredidas violentamente no Brasil. Há 10 anos, eram oito as mulheres espancadas no mesmo intervalo.
Realizada em 25 Estados, a pesquisa Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado ouviu em agosto do ano passado 2.365 mulheres e 1.181 homens com mais de 15 anos. Aborda diversos temas e complementa estudo similar de 2001. Mas a parte que salta aos olhos é, novamente, a da violência doméstica. A projeção nacional aponta que 7,2 milhões de mulheres com mais de 15 anos já sofreram agressões.
No entanto, a pequena diminuição do número de mulheres agredidas entre 2001 e 2010 pode ser atribuída, em parte, à Lei Maria da Penha.
Os dados mostram que a violência contra a mulher não é um problema privado, de casal. É social e exige políticas públicas específicas e eficientes de combate à violência contra a mulher.
[Fotos: Ruivo Lopes | São Paulo, 2010]