
Em menos de 24h do resgate dos 33 mineiros que estavam soterrados a 70 dias em uma mina em San José, no Chile, um novo drama. Um mineiro morreu esmagado por uma pedra de uma tonelada na região de Valparaíso, no litoral chileno. Roberto Benítez Fernández, de 26 anos foi atingido enquanto trabalhava em um jazida a mil metros de profundidade. O mineiro colocava uma cunha na rocha, justamente para evitar que ela deslizasse. As condições precárias de trabalho impostas aos mineiros no Chile são bem piores do que o dramalhão novelesco criado pela imprensa durante o resgate do grupo da mina de San José. A situação dos mineiros, fragilizados pela flexibilização trabalhista, terceirizados por empresas estrangeiras e sujeitos a precarição, não é diferente em outras partes do mundo, inclusive no Brasil.
Ingratidão É correta a afirmação do presidente Lula de que neste país os ricos foram as pessoas que mais ganharam dinheiro no seu governo. Essas pessoas, disse Lula, na verdade, o que elas não conseguiram foi superar o preconceito. Enquanto no andar de baixo os mais pobres estão se alimentando melhor, fazendo prestações e comprando itens básicos para a casa, como, por exemplo, geladeira, da classe média para cima, nunca antes na história deste país ela viajou tanto para o exterior e comprou tantos carros importados com prestações iniciais a partir de um salário mínimo. Como se pode ver há, sim, uma oposição de interesses entre elite e povo. Os ricos ficaram mais ricos e os pobres mais exigentes. O exclusivo clube do andar de cima está desconfortável diante das exigências dos milhões de brasileiros que saíram da miséria e querem mais do país que lhes deve uma condição de vida melhor. Tudo o que o andar de cima não esperava ver é o povo escolher a candidata do presidente Lula, Dilma Rousseff, para a nova presidência do país.
Abortar ou não abortar não é a questão O segundo turno das eleições presidenciais iniciou com um retrocesso numa questão cara para milhões de mulheres brasileiras, principalmente a parcela pobre delas. Dados do sistema DATA-SUS para o procedimento médico-hospitalar - Curetagem Pós-Abortamento/Puerperal -, atingiu, em 2009, o número de 202.766 procedimentos. Mas esse número, seria apenas dos casos de gravidez em etapas avançadas e em geral de pacientes muito pobres que recorrem ao SUS em situações de risco iminente de aborto ou de seqüelas pós-aborto, externas ao Sistema (leia artigo sobre o tema
aqui). Num falso assenso moralista, falsos moralistas de plantão, na imprensa inclusive, plantaram o tema da interrupção da gravidez indesejada no debate entre os dois candidatos a presidência. O falso moralismo da sociedade brasileira, abrigado, sobretudo, no andar de cima - o mesmo que também é a favor da pena de morte e não tá nem aí para as crianças nascidas sem direito a crescer dignamente beneficiadas pelas riquezas produzidas pelo país - falou mais alto e o tema, equivocadamente, voltou a ocupar o debate público de modo subjetivo, divino, rasteiro e policialesco quando na verdade deveria ocupar claras linhas nos programas de saúde pública dos candidatos que é o que objetivamente interessa.
Horror, Horror Nos último oito anos, o sociólogo Chico de Oliveira não poupou críticas ao governo Lula pelas opções políticas que fez. No entanto, suas críticas, situadas claramente no campo da esquerda, opõem-se as elites políticas atrasadas de direita, representadas hoje na candidatura demotucana de José Serra.
“Os governos tucanos têm horror ao povo. Isso não é força de expressão. É uma questão de classe social. Eles não têm contato com o real cotidiano popular. Eles não andam de ônibus, não têm experiência do cotidiano da cidade. Nem de metrô eles andam, o que é incrível. A cidade é grande, tem violência, a gente sabe. Mas eles não sabem como é o transporte, como são os hospitais, as escolas públicas. Há uma fratura real, eles perderam a experiência do cotidiano real. E isso não entra pelas estatísticas, só pela experiência. Por causa disso, o governo deles é sempre uma coisa muito por cima. Eles são pouco à vontade com o popular. Essa é a diferença marcante em relação a Lula”. Leia a entrevista completa concedida pelo sociólogo
aqui.
Nada a comemorar São dois milhões os educadores no Brasil. Entre os futuros profissionais – matriculados nos cursos de Pedagogia – 40% têm renda mensal inferior a três salários mínimos e trabalham em outras atividades para complementar a renda. No último concurso público realizado no estado de São Paulo passaram 56 mil professores e serão efetivados somente 12 mil. O Estado não honra o piso mínimo dos professores e não há plano de carreira. O Dia dos Professores - 15 de outubro - é marcado como um dia de protesto. Leia mais
aqui.
Subprefeituras de São Paulo mais pobres para os pobres A proposta orçamentária da Prefeitura de São Paulo para 2011 prevê reduzir verbas de subprefeituras localizadas em regiões pobres da capital. Por outro lado, áreas com moradores de maior renda média devem receber mais dinheiro, segundo o projeto de lei 444, entregue pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM) à Câmara Municipal no final do mês passado.
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AcesseMilitante do Campo Espaço virtual de luta pela reforma agrária.
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Pedro Cesar Batista Poesia é um instrumento de construção de um novo mundo, fraterno, justo e solidário. Enquanto houver vida haverá sonho. Viver é revolucionário e maravilhoso.
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