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quarta-feira, 5 de março de 2014

Perifeminas II - Sem Fronteiras: livro reúne 52 mulheres brasileiras e estrangeiras e registra histórias, poesias, contos, desabafos e relatos de mulheres da cultura hip-hop



Com a participação de 13 mulheres que vivem em outros países e 39 brasileiras, a Frente Nacional de Mulheres no Hip-Hop (FNMH²) lança, na próxima sexta-feira, dia 7, às 19h, na Ação Educativa (R. General Jardim, 660, Vila Buarque, região central de SP), o livro Perifeminas II – Sem Fronteiras (Literarua, 104 págs.), que traz um compilado de histórias, poesias, contos, desabafos e relatos de mulheres que fazem parte da cultura hip-hop. Durante o lançamento, parte das autoras estará presente para assinar a obra e comentar os textos.

Com uma apresentação sobre a participação das mulheres na literatura marginal e periférica no Brasil, o livro é a continuidade de um projeto que surgiu em 2012 e já publicou 62 escritoras no primeiro volume da antologia, chamado Perifeminas – Nossa História, divulgado aqui.

Entre os textos selecionados para compor a nova obra, MCs, B.girls, graffiteiras, Djéias – feminino de Djs -, poetizas, militantes e também escritoras imprimem nas páginas do livro a própria história de anos de vivência e luta pelo movimento hip-hop, em situações que incluem ativismo social, feminismo e valorização dos elementos da cultura.

A jornalista Jessica Balbino apresenta no livro uma pesquisa histórica elaborada sobre a participação da mulher na literatura marginal e periférica do Brasil. A  ilustradora Caju assina a arte da capa. A diagramação ficou por conta da graffiteira Riska, que também assinou o trabalho no primeiro volume. O editorial foi assinado por Lunna Rabetti, que é a criadora da frente. Priscila Vierros e Vanessa Soares fizeram a revisão do livro. Já a tradução das estrangeiras ficou por conta da b.girl Miwa. O projeto foi viabilizado pelo VAI (Valorização de Iniciativas Culturais), por meio da proponente e integrante do grupo Odisseia das Flores, Jô Maloupas. Todas da Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop.

Sobre a FNMH²

A Frente Nacional de Mulheres no Hip-Hop, coletivo de mulheres ativas da cultura Hip Hop, está presente em mais de 15 Estados no Brasil, que vem desde março de 2010, realizando e ampliando seu leque de ações em prol da liberdade feminina, destacando a importância da participação das mulheres na sociedade através de atividades temáticas, formação cultural, social, política e de cidadania.

Vale destacar, que são realizadas atividades pontuais conforme Agenda que envolve ações como: debates, fóruns, oficinas, shows, capacitação e formação, suporte técnico, elaboração de projetos sociais e culturais.

A FNMH2, tem intercâmbio internacional com os países da América Latina, África e Europa.

Põe na agenda e participe!

Lançamento Perifeminas II – Sem Fronteiras

Quando: sexta-feira, 7, às 19h
Onde: Ação Educativa
Endereço: Rua General Jardim, 660, Vila Buarque
(próximo ao metrô: Santa Cecília ou República)
Gratuito & Classificação: livre

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Perifeminas: antologia literária inédita reúne 60 mulheres que registram sua relação com o Hip Hop

 

 
Há mais do que MCs, Bgirls e grafiteiras neste PERIFEMINAS, todas as autoras do livro “criaram-se” no Hip Hop. Foi ali que muitas passaram a entender-se e afirmar-se como negras. Outras, não-negras, constituíram uma irmandade estética, de classe e gênero, passando a praticar a solidariedade racial - Cidinha da Silva.
 
O lançamento da antologia literária PERIFEMINAS vai acontecer nesta quarta-feira, dia 6, às 19h30, na Ação Educativa.

A iniciativa, inédita no país, é da Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop. O livro é resultado do Projeto PERIFEMINAS, realizado com apoio do VAI, que depois de oficinas sobre a história do hip-hop, a mulher e a sociedade, redação e edição de texto, diferenciação de conteúdo, linguagem, gíria, gramática, ilustrações, marketing e publicação, selecionou 60 mulheres para participar da antologia literária com textos inéditos que vão de contos a poesias e desabafos.

Quebrando o silêncio! O livro é uma contribuição das mulheres não só para o Hip Hop, mas também para a literatura. Muitas delas são conhecidas pelo que já faziam pelo Hip Hip como Mcs, Djs, Grafiteiras ou Bgirls. Outras, já eram letristas e poetisas e são conhecidas pelas participações e apresentações em saraus. Independente da particularidade de cada uma delas, todas agora encontram-se na literatura. O livro pode ser lido por qualquer pessoa interessada no que essas mulheres tão diversas que tem a síntese no Hip Hop tem a dizer sobre elas mesmas.
 
 
A escritora Cidinha da Silva, que também participa da antologia literária, disse o seguinte sobre o livro PERIFEMINAS:

PERIFEMINAS: uma história do Hip Hop narrada por mulheres! Assim eu chamaria esta obra de vozes e olhares múltiplos. Algumas autoras apresentam o currículo, listam os feitos no movimento Hip Hop e isso também é significativo, dada a pouca consideração pública à participação transformadora e estruturante das mulheres na cena. Outra...s refletem de maneira mais ampliada e filosófica sobre o movimento e sua própria trajetória. Outras, ainda, ensaiam bons textos de ficção como “Banquete de reis.”

As autoras fazem elegia a elas mesmas, são plenas de orgulho e amor para contar histórias de mulheres que estiveram na base da projeção de vários homens, escondidas, carregando o piano. Contam também histórias de mulheres que ousaram lançar CDs, sozinhas, sem qualquer tipo de apoio. Há tímidos suspiros de crítica interna à presença e ação das manas na cena.

Mulheres cristãs, rastafáris, católicas, candomblecistas e umbandistas, umas tantas sem crença religiosa, professam dois lemas fundamentais: o primeiro, “O Hip Hop salva” e o segundo, “Lugar de mulher é onde quer que ela queira estar.”

Embora possa parecer expressão messiânica, ter tido a vida salva pelo Hip Hop foi realidade para muitos manos e manas que ouviram uma frase de promoção do amor próprio, um verso de solidariedade, uma palavra de respeito ao que se é, pelas ondas do rádio, quando estavam tristes e depressivos, sem perspectiva pessoal e político-social na quebrada.

Há mais do que MCs, Bgirls e grafiteiras neste PERIFEMINAS, todas as autoras do livro “criaram-se” no Hip Hop. Foi ali que muitas passaram a entender-se e afirmar-se como negras. Outras, não-negras, constituíram uma irmandade estética, de classe e gênero, passando a praticar a solidariedade racial.

PERIFEMINAS nos conta muito de nós, do que sabemos e do que estamos por descobrir. Que a leitura nos apresente mais de nós mesmas.
 
Não fique de fora, pois uma nova página no Hip Hop e na Literatura estão sendo escritas neste momento pelas mãos das mulheres!

Põe na agenda e participe!