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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Hip Hop Rua e 2ª Feira Literária do CCJ promovem muito ritmo, poesia e troca de conhecimento na Vila Nova Cachoeirinha



A 2ª edição da Feira Literária do CCJ (Centro Cultural da Juventude) está marcada para o dia 25/8, domingo, das 13h às 17h, e vai acontecer junto com o Hip Hop Rua, na Praça do Cemitério da Vila Nova Cachoeirinha, em frente ao CCJ.

A Feira será voltada para a difusão de publicações e produções culturais da periferia e independentes. Os interessados em expor e vender seus livros poderão se inscrever até 15 de agosto por meio de simples formulário/regulamento online disponível aqui! Caso você tenha alguma dúvida sobre o preenchimento escreva para: feiraliteraria@ccj.art.br

E para quem for prestigiar a Feira, os livros serão vendidos a preços populares! 

Caso seja confirmado, haverá também a participação do Carrinho de Mãoteca, projeto que promove a distribuição de livros gratuitamente pra quem quiser se embrenhar na literatura. Doações e trocas são bem vindas!

 Escrevivências: Jackeline, Lunna e Raquel

Além da presença de várias escritoras e escritores, a Feira vai contar com uma Tenda Literária, onde vai acontecer o debate Escrevivências da mulher negra e da periferia: Perifeminas & Literatura Negra Feminina Louva Deusas, com: Jackeline Romio, do Coletivo de Mulheres Negras Louva Deusas e Lunna Rabetti, da Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop. A mediação ficará por conta de Raquel Almeida, dos coletivos Sarau Elo da Corrente / Esperança Garcia.

Capas das Coletâneas Perifeminas e Louva Deusas

Iniciativa da Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop, o livro Perifeminas - nossa história, é resultado de oficinas sobre a história do hip-hop, a mulher e a sociedade, redação e edição de texto, diferenciação de conteúdo, linguagem, gíria, gramática, ilustrações, marketing e publicação, e no final selecionou 60 mulheres para participar da antologia literária com textos inéditos que vão de contos a poesias e desabafos.

Outra iniciativa é a do Coletivo de Mulheres Negras Louva Deusas, que reuniu 25 autoras de diferentes gerações e estados brasileiros para compartilhar seus escritos no livro Coletânea de Literatura Feminina Negra Louva Deusas. A criação do livro é um estímulo e difusão da produção cultural literária de mulheres negras.  

A instalação presente na tenda é da artista plástica Carolzinha Teixeira.

Já o Hip Hop Rua, prévia do Encontro Estéticas da Periferia, levará ao palco todo o conhecimento de MC's e Poetas que participaram de corpo, rima, verso e alma da ação Rap Contra a Redução da Maioridade Penal.
 
A ação é idealizado pelos poetas Akins Kintê e Tubarão DuLixo e reúne rappers e poetas de diversas cidades brasileiras contrários à redução da maioridade penal. Clique nas fotos e assista os vídeos.

No dia, alguns dos participantes do projeto serão acompanhados pelo DJ Eduardo Brechó. MC’s e poetas convidados: Elizandra Souza, Fino du Rap, James Lino, Luisa Valente, Lurdez da Luz, Preto Win, Raphão Alaafin, Roberta Estrela D’Alva, Tati Botelho, Tiago Redniggaz.
 
Já a partir das 10h, haverá apresentações do DJ Pec Jay, Bgirls & Bboys com The King Crew e Grafite com Bonga

Participe porque a cultura é nossa!

Organização: Amanda Prado/CCJ
Curadoria: Ruivo Lopes/Feira Literária e Akins Kintê/Rap Contra a Redução

Agendaí!
Hip Hop Rua: Rap Contra a Redução da Maioridade Penal & 2ª Feira Literária do CCJ
Dia 25 (domingo), a partir das 13h.
Centro Cultural da Juventude
Av. Deputado Emílio Carlos, 3.641. Vila Nova Cachoeirinha
(Ao lado do Terminal Vila Nova Cachoeirinha)
Zona Norte de SP. (11) 3984-2466.
Entrada franca.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Perifeminas: antologia literária inédita reúne 60 mulheres que registram sua relação com o Hip Hop

 

 
Há mais do que MCs, Bgirls e grafiteiras neste PERIFEMINAS, todas as autoras do livro “criaram-se” no Hip Hop. Foi ali que muitas passaram a entender-se e afirmar-se como negras. Outras, não-negras, constituíram uma irmandade estética, de classe e gênero, passando a praticar a solidariedade racial - Cidinha da Silva.
 
O lançamento da antologia literária PERIFEMINAS vai acontecer nesta quarta-feira, dia 6, às 19h30, na Ação Educativa.

A iniciativa, inédita no país, é da Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop. O livro é resultado do Projeto PERIFEMINAS, realizado com apoio do VAI, que depois de oficinas sobre a história do hip-hop, a mulher e a sociedade, redação e edição de texto, diferenciação de conteúdo, linguagem, gíria, gramática, ilustrações, marketing e publicação, selecionou 60 mulheres para participar da antologia literária com textos inéditos que vão de contos a poesias e desabafos.

Quebrando o silêncio! O livro é uma contribuição das mulheres não só para o Hip Hop, mas também para a literatura. Muitas delas são conhecidas pelo que já faziam pelo Hip Hip como Mcs, Djs, Grafiteiras ou Bgirls. Outras, já eram letristas e poetisas e são conhecidas pelas participações e apresentações em saraus. Independente da particularidade de cada uma delas, todas agora encontram-se na literatura. O livro pode ser lido por qualquer pessoa interessada no que essas mulheres tão diversas que tem a síntese no Hip Hop tem a dizer sobre elas mesmas.
 
 
A escritora Cidinha da Silva, que também participa da antologia literária, disse o seguinte sobre o livro PERIFEMINAS:

PERIFEMINAS: uma história do Hip Hop narrada por mulheres! Assim eu chamaria esta obra de vozes e olhares múltiplos. Algumas autoras apresentam o currículo, listam os feitos no movimento Hip Hop e isso também é significativo, dada a pouca consideração pública à participação transformadora e estruturante das mulheres na cena. Outra...s refletem de maneira mais ampliada e filosófica sobre o movimento e sua própria trajetória. Outras, ainda, ensaiam bons textos de ficção como “Banquete de reis.”

As autoras fazem elegia a elas mesmas, são plenas de orgulho e amor para contar histórias de mulheres que estiveram na base da projeção de vários homens, escondidas, carregando o piano. Contam também histórias de mulheres que ousaram lançar CDs, sozinhas, sem qualquer tipo de apoio. Há tímidos suspiros de crítica interna à presença e ação das manas na cena.

Mulheres cristãs, rastafáris, católicas, candomblecistas e umbandistas, umas tantas sem crença religiosa, professam dois lemas fundamentais: o primeiro, “O Hip Hop salva” e o segundo, “Lugar de mulher é onde quer que ela queira estar.”

Embora possa parecer expressão messiânica, ter tido a vida salva pelo Hip Hop foi realidade para muitos manos e manas que ouviram uma frase de promoção do amor próprio, um verso de solidariedade, uma palavra de respeito ao que se é, pelas ondas do rádio, quando estavam tristes e depressivos, sem perspectiva pessoal e político-social na quebrada.

Há mais do que MCs, Bgirls e grafiteiras neste PERIFEMINAS, todas as autoras do livro “criaram-se” no Hip Hop. Foi ali que muitas passaram a entender-se e afirmar-se como negras. Outras, não-negras, constituíram uma irmandade estética, de classe e gênero, passando a praticar a solidariedade racial.

PERIFEMINAS nos conta muito de nós, do que sabemos e do que estamos por descobrir. Que a leitura nos apresente mais de nós mesmas.
 
Não fique de fora, pois uma nova página no Hip Hop e na Literatura estão sendo escritas neste momento pelas mãos das mulheres!

Põe na agenda e participe!