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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

São Paulo tem inédita Feira Literária na Zona Sul



Se ligaí! | É um momento muito propício para a vida literária na cidade de São Paulo. Exemplo disso é a inédita Felizs - Feira Literária da Zona Sul, iniciativa do Sarau do Binho & parceiros. A programação está espalhada em diversos espaços do Campo Limpo e região e tem lançamento de livro, apresentações musicais, conversas literárias, saraus, exposição, oficinas, etc. 


No dia 19, a partir das 13h, na Praça do Campo Limpo, participo da conversa literária "Mercado editorial, mídias alternativas e o Plano Municipal do Livro e Leitura de São Paulo" com Daniel Minchoni (Selo Burro), Berimba Jesus (Edições Maloqueirista), Elizandra Souza (Selo Mjiba), Haroldo Ceravolo (Opera Mundi) e Ricardo Queiroz (ECA/USP e assessor parlamentar para o livro e leitura). Confira a programação completa e participe: www.felizs.com.br

domingo, 24 de agosto de 2014

Biblioteca, Poesia & outras narrativas na 23ª Bienal Internacional do Livro de SP


 

Se ligaí! | Nesta segunda-feira, 25, às 14, a 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, na Praça de Histórias/BiblioSesc, C800-Alameda C, reunirá os poetas Binho (Sarau do Binho), Sérgio Vaz (Cooperifa) e Ruivo Lopes (Coletivo Perifatividade) numa roda de conversa sobre Biblioteca, Poesia & outras narrativas. Participe e saiba por que a melhor biblioteca é aquela que tá ao alcance das mãos e encurta o caminho pra poesia!. Só chegar!


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A cidade que queremos é inclusiva


No programa PosTV, transmitido ao vivo via internet das Casas Fora do Eixo, no último domingo (5), do qual participaram os ativistas Enrrico e Manu de Porto Alegre.


No bate papo, questões em torno de temas como ressignificação e ocupação social, cultural e de lazer de espaços públicos, bicicleta e alternativas mais humanizadas de circulação nas cidades, histórico e panorama da luta pela moradia nos grandes centros urbanos, especulação imobiliárias e privatização do espaço público, articulação das lutas populares, concentração de riqueza e desigualdade nas cidades, iniciativas e redes de coletivos e ações culturais que atuam nas margens da cidade, saraus de literatura marginal periférica e efetivação de políticas públicas para as demandas populares.
As questões abordadas no bate papo mostram que estamos muito longe da cidade que queremos para viver. Uma cidade inclusiva na qual as pessoas, cidadão e cidadãs, tenham prioridade e promova igualdade com profunda distribuição de riqueza social e cultural, material e simbólica, e que na segunda-feira vá se encontrar no Bar do Binho para mais uma noite de Sarau.



Faça Você Mesmo! Um pouco mais cedo rolou um depoimento meu e do parceiro Silvio Shina para o projeto Hardcore 90, documentário sobre a cena hardcore e punk da década de 1990. Na época, participávamos ativivamente da cena independente na feitura do fanzine politizado Punto de Vista Positivo cujas edições ultrapassaram as mil cópias xerocadas e distribuidas de mão em mão, em apresentações e cartas seledas enviadas para todo o Brasil.


Capas do Punto de Vista Positivo números 3 e 4

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Mexeu com o Sarau do Binho, mexeu com todos os Saraus!


[Foto: Igor Carvalho/SpressoSP]

Imagine um bar popular localizado numa esquina dum bairro da periferia da zona sul de São Paulo.
Imagine dezenas de pessoas, crianças, jovens e gente de todas as idades reunindo-se ali há anos pra fazer valer o sentimento de comunidade, trocar ideia, interagir, ouvir e apresentar suas poesias, seu canto e sua arte.
Imagine um palco armado num canto do pequeno salão do bar onde Artistas - isso mesmo com A maiúsculo! - da região e de todas as partes tivessem livre acesso pra se apresentar e toda a atenção fosse voltada pra quem faz a arte acontecer.
Imagine Artistas sendo chamados a subir no palco pelo nome e sobrenome que quiserem, serem reconhecidos, aplaudidos e ter a certeza de que todo Artista deve estar onde o povo está!
Imagine Artistas independentes, que lançam seus trabalhos por conta própria ou com apoio mútuo serem bem recebidos pra apresentar e lançar seus trabalhos literários ou musicais porque temos que fazer nós por nós pra nos fortalecer diante do canibalismo das produções culturais comerciais apenas pra consumo.
Imagine um bar onde seja possível encontrar Artistas oferecendo seus trabalhos e você poder trocar ideia sem nenhum constrangimento prum papo reto!
Imagine uma estante de livros e periódios logo na entrada do bar pra quem quiser se servir e se informar.
Imagine um microfone aberto pra você compartilhar aquela informação que você acha que pode fazer a diferença pro dia a dia da nossa gente.
Imagine estar neste bar e saber que pelo simples fato de estar ali, participando, fortelece o movimento cultural e social que pelas margens tem revelado escritores e escritoras, agitadores e agitadoras culturais que se orgulham de suas origens e suas raízes.

Poeta Binho, proprietário do bar e responsável pelo sarau

Pois é, este bar existe e chama-se Bar do Binho, onde toda segunda-feira, à noite, é realizado um dos saraus mais antigos da periferia de São Paulo, o Sarau do Binho. Bar e Sarau são referências do bairro e da região. Uma busca rápida na internet e você verá milhares de resultados que comprovam que o bar e o sarau são referências culturais reconhecidas.
Na última segunda-feira (28), a prefeitura de São Paulo fechou o bar alengando que o estabelecimento acumula dívidas de multas que chegariam a 8 mil reais. O bar está localizado numa área do bairro Campo Limpo, na zona sul de SP, que tem sido cada vez mais valorizada pelos empreendimentos instalados ali, gerando uma especulação na região.
Toda regra tem sua exceção. Atualmente na cidade de SP, existe centenas de imóveis abandonados pelos proprietários que devem milhões de reais de IPTU para a Prefeitura. Além de devedores, pela lei - ou seja, pela regra! - não cumprem função social nenhuma. Recentemente, a Prefeitura de SP intercedeu a favor da liberação da obra de um shopping privado na zona sul de SP que pode resultar no agravamento do trânsito já caótico na região.
Pra abrir as portas novamente, o poeta Binho, proprietário do bar e responsável pelo sarau precisa não só pagar os custos da dívida, que não é pouco prum bar pequeno como o dele, mas também vencer os obstáculos da burocracia pra voltar a cumprir suas funções de estabelecimento comercial e principalmente, o de referência cultura do bairro, da região e da cidade.



Nenhum Sarau a menos!