sábado, 17 de março de 2012

No dia da poesia, quem brilhou foi o povo!

O Sarau da Ocupação São João na última quarta-feira (14) reuniu poetas e poetisas populares de todas as pontas da cidade para celebrar a boa poesia de combate junto ao povo. Confira aqui um pouco como foi a noite e quem passou por lá. Pode aplaudir porque é tudo gente da gente, é tudo gente como a gente!

Henrique Costa e Débora Garcia, ambos do Coletivo Cultural Marginaliaria no lançamento do livro/dvd Antologia Marginal - Baseado de Ponta, o primeiro realizado na ocupação

Antonia, uma das coordenadoras da Frente de Luta por Moradia, não mandou recado, foi pessoalmente

O poeta Vitor Rodrigues explicou o que é um ZAP - Zona Autônoma da Palavra e mostrou porque é o mais recente zapeão na praça

O pequeno-grande Lucas, presença em todos os saraus

Nego Panta e W. L., representando a Família Tramóia e o Sarau da Vila na ocupação

Casa cheia no Sarau realizado no Dia Nacional da Poesia

Aloysio Letra e sua musicalidade

A pequena Sandra que não se apresentava desde o primeiro Sarau, tomou a frente na noite animada

Vinão Alobrasil representou alto e bom som o Coletivo Perifatividade, sempre presente na ocupação

O poeta Vagner Souza trouxe para a casa as boas vibrações do Sarau Poesia na Brasa, da boa Vila Brasilândia

Amante da poesia, Vó, responsabilidade de abrir e fechar o Sarau: "Quem não luta, tá morto"!

O Sarau terminou assim, com todo mundo junto e misturado. Veja mais fotos aqui

Na mesma noite, o Sarau recebeu doações em alimentos não perecíveis que foram destinados para as famílias sem teto que desalojadas recentemente de dois imóveis do Centro de São Paulo e que ainda se encontram em um abrigo municipal no bairro do Bom Retiro, em condições precárias.

O próximo Sarau da Ocupação São João está marcado para dia 28 de março, às 19h30. O Sarau ainda vai arrecadar alimentos para as famílias sem teto que se encontram no alojamento municipal. Então, não esqueça a sua letra, poesia, rima ou ideia. Se preferir escolha ou faça na hora, sem deixar o ritmo e a poesia caírem. Traga também 1kg de alimento não perecível para doação. Não fique de fora, chega aí!

[Fotos: Elaine Campos, do Facebook de Débora Garcia e Gabriel Soares]

domingo, 11 de março de 2012

Sarau da Ocupação São João: ritmo e poesia para um mundo melhor!

Participe do Sarau mais quente do centro de São Paulo. O povo tem um encontro marcado no dia 14, quarta-feira, a partir das 19h30, na Av. São João, nº 588, para celebrar a sabedoria popular no melhor estilo ritmo e poesia que já se ouviu na praça.

Neste dia, o Coletivo Cultural Marginaliaria, da zona leste de São Paulo, fará o lançamento do livro e dvd Antologia Marginal - Baseado de Ponta. Não fique de fora, chega aí! O Sarau também vai arrecadar alimentos para as famílias que ainda se encontram no alojamento municipal do bairro Bom Retiro depois de terem sido despejadas de imóveis antes abandonados no centro da cidade. Então, traga 1kg de alimento não perecível para doação.






O poeta Paulo Rams e o Coletivo Perifatividade, marcaram presença no Sarau da Ocupação São João, realizado no dia 8 de fevereiro, no Largo do Paisandu. Rams é responsável pelo programa Circula Saraus, veiculado quinzenalmente às segundas-feiras, às 20hs, na Rádio Sessions Brasil. Confira aqui como foi Sarau da Ocupação com Paulo Rams.

Sarau do dia 8 de fevereiro, ao ar livre no Largo do Paissandu


Emerson Alcalde dispara Senhor da Limpeza no Sarau do dia 8 de fevereiro, ao ar livre no Largo do Paissandu


Vander xChex questiona Por que? no Sarau do dia 8 de fevereiro, ao ar livre no Largo do Paissandu

Não esqueça a sua letra, poesia, rima ou ideia. Se preferir escolha ou faça na hora, sem deixar o ritmo e a poesia caírem. Pode somar porque é tudo gente da gente, é tudo gente como a gente!

quinta-feira, 8 de março de 2012

8 de março: mulheres em luta

O movimento pela moradia digna da CMP - Central de Movimentos Populares, abriu na madrugada do 8 de março o caminho de luta das mulheres sem teto. Na Praça João Mendes com rua Quintino Bocaiúva, região central de São Paulo, um prédio abandonado foi ocupado pela mulheres sem teto que exigem políticas nas áreas de habitação, saúde, educação, trabalho e cultura. A ação das mulheres sem teto faz parte da agenda do 8 de março de luta. Uma grande passeata está marcada para acontecer hoje, às 14 horas, saída da Praça da Sé.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Isso sim, é uma vergonha!

O coronel Messias, comandante da desastrosa operação de despejo da Comunidade Pinheirinho, em São José dos Campos, recebeu, no último dia 9, uma condecoração da Polícia Militar do Estado de São Paulo. A medalha, entregue pela Diretoria de Ensino e Cultura da PM, destina-se a personalidades que "tenham se destacado por relevante contribuição às ciências, letras, artes e cultura, resultando em benefício à PM". A violenta ação de despejo ocorrida no dia 22 de janeiro comandada pelo coronel, onde ocorreram violações de direitos humanos muito graves, vem causando manifestações públicas de repúdio nacional e internacinalmente.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Nenhum quilombo a menos: o povo está com o Quilombo Rio do Macaco

O Quilombo Rio do Macaco, localizada no município de Simões Filho/Ba, está registrada no Livro de Cadastro Geral nº 013, Registro nº 1.536, de 26/11/2007, da Fundação Cultural Palmares, tem cerca de 80 famílias remanescentes quilombolas que há séculos ocupam a área. A Marinha do Brasil conseguiu na justiça a expulsão dos quilombolas da área, marcada para acontecer no dia 4 de março, para a manutenção do Complexo Naval Aratu.

Seja Quilombo Rio do Macaco você tambêm!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Sarau da Ocupação São João: ocupar é um direito!

Participe do Sarau mais quente do centro de São Paulo. O povo tem um encontro marcado no dia 8, quarta-feira, a partir das 19h30, na Av. São João, nº 588, para celebrar a sabedoria popular no melhor estilo ritmo e poesia que já se ouviu na praça. Vai ser o primeiro de muitos em 2012! Não fique de fora, chega aí! A poesia de combate não pode parar. Pode somar porque é tudo gente da gente, é tudo gente como a gente! Não esqueça a sua letra, poesia, rima ou ideia. Se preferir escolha ou faça na hora, sem deixar o ritmo e a poesia caírem.

Leia o que Cena 7, poeta, grafiteiro, rapper e agitador cultural, participante do Fórum Hip Hop de São Bernardo do Campo e do Sarau do Fórum, no ABC Paulista (SP), escreveu sobre o Sarau da Ocupa no qual apresentou seus versos.

Está marcada para o dia seguinte, 9, a audiência judicial que vai decidir o futuro da ocupação. O Sarau será uma demonstração de solidariedade com as famílias que hoje vivem no local e também apoiar a luta contra os despejos e pela moradia digna e função social dos imóveis abandonados.

As famílias sem teto que ocupavam o imóvel localizado na esquina da avenida São João com a Ipiranga, antes completamente abandonado e por isso há anos não cumpria função social, foram despejadas no início da manhã da quarta-feira (02). Veja +.

Neste momento, as familias, incluíndo crianças e pessoas de idade avançada, estão debaixo de lonas improvisados na calçada da avenida São João. Ontem (05), pela manhã, a GCM (Guarda Civil Metropolitana), numa ação desastrosa e violenta, tentou isolar e tirar as famílias a força da calçada, intoxicando com gás de pimenta e ferindo várias pessoas com cassetetes de madeira, incluíndo crianças.

O imóvel que antes abrigava as famílias foi lacrado e agora protege ratos e insetos.

[De cima para baixo: Foto - Henrique Parra; Imagens/Edição - Marcio Ramos e Fernando Knup]

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

SP quer higienizar centro de pobres

Famílias sem teto que ocupavam o imóvel localizado na esquina da avenida São João com a Ipiranga, antes completamente abandonado e por isso há anos não cumpria função social, foram despejadas no início da manhã desta quarta-feira (02).


Mais uma vez, a Justiça paulista demonstra de que lado está: da especulação imobiliária e da higienização promovida pelo poder público da população pobre que vive no centro da cidade.

As familias, incluíndo crianças e pessoas de idade avançada, estão em barracos de madeira cobertos com plástico, improvisados na calçada da avenida São João. O imóvel que antes abrigava as famílias foi lacrado e agora protege ratos e insetos.

De cima para baixo: foto Eduardo Anizelli/Folhapress; imagens: Pedro Pracchia e Fernando Knup/Edição: F. Knup; foto Caroline Barrueco]

domingo, 29 de janeiro de 2012

Viva a América Latina!

Nas ruas de La Paz, na Bolívia, os grafites também gritam: viva a América Latina!
[Foto: Ruivo Lopes]

sábado, 14 de janeiro de 2012

Arriba lxs que luchan!

Nas ruas de Lima, a capital e maior cidade do Peru, os grafites também gritam: arriba lxs que luchan!
[Foto: Ruivo Lopes]

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

São Paulo está se militarizando

Em 2002 a Prefeitura São Paulo iniciou um programa de descentralização administrativa, um dispositivo previsto na Lei Orgânica do Município que não havia, até então, saído do papel. Com o programa de descentralização administrativa o governo municipal esperava inaugurar um novo modo de administração pública através da definição criteriosa de prioridades, da gestão dos recursos e, sobretudo, da participação democrática popular nos assuntos locais.
A Lei foi aprovada no mesmo ano e 31 subprefeituras são criadas dotadas de um corpo técnico, administrativo e operacional. À subprefeitura cabia realizar todas as obras e serviços de caráter local e planejar as prioridades dos investimentos a partir da interlocução aberta com a população. Para isso as subprefeituras passaram a dispor de recursos orçamentários próprios, a serem alocados através do orçamento anual do qual eram também responsáveis. As subprefeituras foram criadas como instâncias de atendimento, informação e organização das demandas locais, na expectativa de que isso propiciasse a participação popular na elaboração das políticas locais.
Muda-se a gestão, mudam-se também as intenções e as práticas. O prefeito Gilberto Kassab (PSD/SP) acaba de transferir a gestão da subprefeitura da Lapa para as mãos de mais um coronel reformado da PM, conferindo um caráter cada vez mais militar - e perigoso! - para a administração municipal. É a 30ª subprefeitura administrada por um PM! A escolha do prefeito, além de irresponsável, tem claro objetivo eleitoreiro nas futuras campanhas. Vale destacar que nenhuma das escolhas de subprefeitos feitas por Kassab foi referendada pela população local, que sequer foi consultada.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Tal pai, tal filho

O filho de Jader Barbalho (PMDB/PA), roubou a cena na posse do pai no senado. Barrado pela Lei da Ficha Limpa, o senador, porém, assumiu a vaga no senado - 10 anos depois de sua renúncia por desvio de dinheiro público! - com uma ajudinha do STF. A careta do filho do senador é um recado do pai: vocês agora terão de engolir minhas rãs!

Matemática na prática: entenda como o dinheiro da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM)era desviado

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Sarau da Ocupação São João: despedindo-se de 2011

Sarau da Ocupação São João, é todo nosso! Participe do sarau mais quente do centro de SP. O povo tem um encontro marcado no dia 21, quarta-feira, às 19h, na Av. São João, nº 588, para celebrar a sabedoria popular no melhor estilo ritmo e poesia que já se ouviu na praça. Vai rolar exposição de fotografia, exposição de desenhos, fotolambe, estêncil, instalação "O luxo do lixo", lançamento dos filmes "O movimento" e "Todas as mulheres do mundo". Vai ser uma grande festa! Não fique de fora. Pode somar porque é tudo gente da gente, é tudo gente como a gente!

Sarau da Ocupação São João: assim que é!

O Sarau da Ocupação São João na quarta-feira (7) reuniu poetas e poetisas populares para celebrar a boa poesia de combate junto ao povo. No Sarau da Ocupação São João, como sempre, a história do povo soa como poesia. Pode aplaudir porque é tudo gente da gente, é tudo gente como a gente, se dizia alto e bom som.

A vó, como sempre, abrindo os caminhos para a boa poesia

O poeta da rima-alta Chellmí, representando o bom Sarau da Brasa, sempre presente!

Seu Walter lembrou as histórias que ouvia quando criança nas rodas de bambas que aconteciam no quintal de casa. Histórias que só os nossos lembram!

O pequeno grande Lucas escolhe a dedo a poesia que vai oferecer

Caio, representando a banca Poesia Moloquerista, fortaleceu a cena com muito gingado

Dona Maria Helena disse o quanto tava emocinada por participar de um Sarau pela primeira vez e na sua moradia, exemplo de luta e (mãe) coragem para os filhos que estavam presentes

A poesia, a palavra forte e comprometedora, as boas ideias e a coletividade correram soltas pela noite, daquele jeito, como tem quem que ser. Assim que é!

domingo, 11 de dezembro de 2011

Grafiteiros vencem a censura da CPTM em SP

Grafite PM-coxinha antes da censura

Os grafiteiros Beto Silva e Bruno Perê, autores dos respectivos trabalhos "PM-coxinha" e "todo vagão tem um pouco de navio negreiro", acertaram quando não aceitaram fazer outro grafite que não os originais censurados, no mês passado, pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), no muro da futura estação Adolfo Pinheiro, em Santo Amaro, zona sul paulistana.

Grafite PM-coxinha depois da censura

Quando souberam da censura, os grafiteiros reagiram. Beto afirmou que o trabalho é uma crítica social bem humorada sobre atitudes violentas da Polícia Militar. Bruno disse que a crítica que ele fez foi saudável.
Grafite todo vagão tem um pouco de navio negreiro

Vale lembrar que em outubro, o rapper e ativista Preto Will, do grupo Versão Popular e membro da Cooperifa foi vítima de racismo e agressão física na estação Campo Limpo do metrô, na mesma zona sul.Will foi agarrado pelo colarinho e pelas costas com uma gravata e levado para fora da estação. O segurança que o agrediu ainda disse que se ele quisesse que pegasse o ônibus, pois de metrô ele não iria. O rapper chegou a ser hospitalizado com escoriações pelo corpo.

Todos os dias, nos horários de picos, milhares de pessoas trabalhadoras se espremem nas estações de trens (Luz e Brás, por exemplo) e metrôs (Jabaquara, Sé, São Bento, Itaquera e toda linha Vermelha, só para citar algumas) em São Paulo.
As críticas que os grafiteiros fizeram são pertinentes e não é à toa que os trabalhos foram parar nos muros da CPTM. Racismo e descaso com o povo são sistemáticos em São Paulo. Nada melhor que a arte para denunciar o que o sistema faz, mas não assume a autoria. Os grafiteiros que assinam os trabalhos voltarão para o mesmo muro ainda este mês para refazer o grafite e afirmar novamente suas críticas.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Dois anos na trincheira da blogosfera

Este blog está comemorando dois anos de atividade na trincheira da blogosfera. Não é pouco! Uma rápida navegada pelas atualizações do blog, percebe-se que este é um espaço virtual - com expressões reais! - de reflexão, de afirmação e, por que não, de ação política e cultural de combate por um mundo mais justo e igualitário. Uni-vos!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Sarau da Ocupação São João, é todo nosso!

Contagem regressiva para o Sarau da Ocupação São João, o mais quente do centro de São Paulo. O povo tem um encontro marcado no dia 7/12, quarta-feira, às 19h30, na Avenida São João, nº 588, no Centro, para celebrar a sabedoria popular no melhor estilo ritmo e poesia que já se ouviu na praça. Pode somar porque é tudo gente da gente, é tudo gente como a gente! Vai ficar de fora? Então, chega aí. Porque a poesia da boa não pode parar!

sábado, 26 de novembro de 2011

Evasão escolar não é caso de polícia


Nota zero para a ação repressiva da Subprefeitura do Itaim Paulista, zona leste de São Paulo, que mobilizou funcionários da Prefeitura, policiais militares, guardas-civis e conselheiros tutelares, para “caçar” alunos de escolas públicas, a maioria crianças e adolescentes, que faltavam as aulas para ficar em dois parques da região.
Assusta a justificativa dada para a ação, que segundo a Subprefeitura, faz parte de um “projeto” que tem o objetivo de diminuir a evasão escolar. E desde quando evasão escolar passou a ser caso de polícia? Esta justificativa é uma ofensa a qualquer pessoa séria envolvida com educação. Aliás, não se ouviu nenhuma opinião de ninguém da área da educação sobre esta ação. Mais uma vez, o poder público vem tratar questões sociais como caso de polícia. Não é à toa que a ação foi coordenada por um tenente-coronel reformado da PM, que é chefe de gabinete da Subprefeitura.
A militarização das Subprefeituras da cidade foi uma manobra irresponsável da atual gestão municipal com objetivo eleitoreiro muito claro. Já são 16 Subprefeituras coordenadas por coronéis da PM reformados. A maioria na periferia da cidade, numa clara intenção de criminalizar a pobreza. Todos sabem como os pobres são tratados pela PM na periferia da cidade. Só quem é de lá sabe o que acontece.
O Itaim Paulista é uma das regiões mais pobres da cidade. Sua pobreza é um reflexo do descaso e da má qualidade dos serviços públicos prestados naquela região. Escolas e parques públicos não escapam das mazelas provocadas por este descaso. É sintomático que estes jovens prefiram outros espaços públicos que a escola. A lição autoritária dada pela Subprefeitura é a de que é melhor reprimir do que se perguntar por que isto acontece. Sendo assim, a repressão é sempre aplicada como o principal recurso dos ignorantes. Definitivamente, evasão escolar não é caso de polícia!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Sarau da Ocupação Consolação: pode aplaudir que é gente da gente!

Augusta, graças a Deus,
Entre você e a Angélica
Eu encontrei a Consolação
Que veio olhar por mim
E me deu a mão
*

1º Sarau da Ocupação Consolação (SP) | 9 de novembro de 2011.
Depois dos preparativos, limpar, colorir, organizar e melhorar a iluminação do espaço, a boa quarta-feira (9) abriu os caminhos para o primeiro Sarau da Ocupação Consolação. O número 1813 da avenida que dá nome a ocupação foi só alegria!

1º Sarau da Ocupação Consolação (SP) | 9 de novembro de 2011.
Poetas, poetisas, criançada, moradores da ocupação: todo mundo junto e misturado na mesma sintonia: lutar pela moradia digna e por um mundo mais poético, justo e igualitário!

1º Sarau da Ocupação Consolação (SP) | 9 de novembro de 2011.
Como de costume, muita gente passou por lá, algumas mesmo sem estar presente. Foram muito bem representadas por seus respectivos livros. Os livros passaram de mão em mão. Quem não leu, folheou os livros da geração de poetas e poetisas que vem revolucionando as periferias do Brasil.

1º Sarau da Ocupação Consolação (SP) | 9 de novembro de 2011.
Teve as guerreiras Nazaré e Juliana abrindo os caminhos da noite para a poesia em voz alta e bom som. Presente, do lado Sul da cidade, Marcio, nosso convidado especial, representou o Sarau da Coopererifa - nossa inspiração, sempre!

1º Sarau da Ocupação Consolação (SP) | 9 de novembro de 2011
Nas duas horas de Sarau, a poesia não parou um minuto e o silêncio ficou bem longe do lugar. Todo mundo fez muito barulho pra gente como a gente, pra gente da gente!
Mais uma vez a poesia se armou e mandou seu recado. Disparou a favor da Ocupação Consolação e das lutas populares que fazem um mundo melhor.

1º Sarau da Ocupação Consolação (SP) | 9 de novembro de 2011.
Um espaço ocupado é sempre um espaço encantado! Tudo isso - que não é pouco! - com a bênção povo.

Para saber mais sobre o Sarau e outras ações culturais realizadas em ocupações em São Paulo, visite o site do Projeto Ocupação Cultural.

Veja mais fotografias aqui.

* Trecho de "Augusta, Angelica e Consolação", de Tom Zé

sábado, 12 de novembro de 2011

Em recente artigo, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, compara a capacidade de ressurreição e regeneração do capitalismo a dos parasitas – organismos que se alimentam de outros organismos, estando agregados a outras espécies. Os parasitas, depois de exaurir completa ou quase completamente um organismo hospedeiro, normalmente procura outro, que o nutra por mais algum tempo. Bauman explica que o sistema capitalista funciona por um processo contínuo de destruição criativa. O que se cria é capitalismo numa “fórmula nova e melhorada”; o que se destrói é a capacidade de auto-sustentação e vida digna nos inúmeros “organismos hospedeiros” para os quais todos somos atraídos ou seduzidos, de uma maneira ou de outra. Um dos recursos cruciais do capitalismo, diz, deriva do fato de que a imaginação dos economistas – incluindo os que o criticam! – está muito atrasada em relação à sua invenção, a arbitrariedade do seu procedimento e crueldade com que opera. Contudo, o sociólogo alerta: o parasita morre, quando faltam organismos vivos de onde possa retirar alimento.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Urgências da USP

Os recentes acontecimentos na USP, no geral (ou pelo menos o estopim da vez), foram provocados pelo descontentamento de estudantes com a presença repressiva da PM no compus universitário. Este descontentamento resultou na ocupação da reitoria pelos estudantes, logo reintegrada por ordem judicial - determinada pela Justiça! -, cumprida pelo forte aparato armado da PM, vem suscitando algum barulho, mas não o debate necessário sobre o papel da universidade pública numa sociedade desigual e injusta como a brasileira.
Marcio Moreira Alves, no livro "Torturas e torturados" (1967), publicado em plena ditadura, já nos convidava para uma reflexão que, nas entrelinhas, permanece atual. Diz ele no livro:

A pergunta que normalmente se faz quando surgem revelações de torturas, pergunta que Jean Paul Sartre repete no prefácio que escreveu para o depoimento de Henri Alleg no livro 'La Question' é: "como é possível que isso aconteça entre nós?"
A resposta é simples - é possível acontecer acontecendo, como sempre aconteceu. Se a polícia rotineiramente tortura criminosos comuns, por que não seriam torturados os presos políticos? Se militares, pela primeira vez colocando em prática o que leram dos métodos dos "Green-Berets" norte-americanos ou dos "Parás" franceses, não foram punidos por seus superiores, por que não prosseguiriam no emprego destes métodos?
Tudo é singelo, tudo é mecânico, até mesmo o esquecimento em que as denúncias caem após o primeiro e ineficiente impulso de indignação.
É preciso, para que purifiquemos a mancha que a tortura joga sobre todos nós, não apenas que se punam os oficiais e policiais responsáveis pelo seviciamento de homens e mulheres entregues à sua guarda como se acabe, de uma vez por todas, com o sistema de brutalidade montado nas prisões brasileiras. É preciso, sobretudo, que se guarde na lembrança das gerações futuras os crimes cometidos, para que sua repetição se torne impossível.


Seria preciso levar em consideração os contextos. Como se sabe, na ditadura, o Estado é absoluto na execução das próprias leis. Já na democracia, em linhas gerais, o sentido do Estado está na participação e no exercício pleno da cidadania. Não é exagero dizer que nossa democracia é insuficiente. Mesmo assim, violações de direitos cometidas na democracia é um grave atentado aos direitos coletivos.
Pois bem, numa democracia, manifestações nunca são demais. Dentre as contribuições para o debate sobre o que vem ocorrendo na USP, destaca-se a da urbanista, professora e relatora especial da Organização das Nações Unidas para o direito à moradia adequada, Raquel Rolnik, que em artigo publicado no seu blog coloca as questões no lugar certo. Afinal "o campus faz parte ou não da cidade? queremos ou não que o campus faça parte da cidade?", questiona. Vale lembrar que o viário da USP vem servindo para motoristas da região oeste "cortar caminho" que os levam para outras regiões da cidade. Ônibus e trens também contribuem para arejamento do campus universitário em relação à cidade.
A USP não e uma ilha, portanto, qualquer ligação com a universidade não garante status de maior cidadania em relação aqueles que não estão ligados a ela. Logo, violações de direitos cometidas no interior da universidade são tão graves quanto violações cometidas em qualquer canto da cidade e vice versa.
A presença da PM na USP deve ser entendida como prática de um estado policial em marcha em São Paulo. O estado policial atende demandas sociais como caso de polícia. O próprio governador orgulha-se de dizer que o efetivo policial no Estado é de 100 mil homens armados. Logo, a presença da PM na USP é tão ostensiva e hostil quanto na chamada Operação Saturação, promovida pela Secretaria de Segurança Pública, que invade favelas da periferia da cidade barbarizando quem encontrar pela frente.
A PM, entendida como parte do sistema de segurança pública, é um engodo autoritário respaldado pelas determinações da Justiça. Instituições que tem contribuído para a manutenção de dois tipos de cidadania que vigoram ilegalmente no país: a dos ricos e dos pobres.
A maior depredação sistemática ao patrimônio público praticado na USP é a lenta, gradual e restrita participação da maioria da população que é privada dos direitos por se ter na cidade de São Paulo uma das mais importantes universidades do mundo.
Afinal, que universidade pública – ou seja, coletiva! - queremos? Para que a queremos e a quem ela servirá?
Questões que todos ligados ou não a USP devem encarar.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Sarau da Ocupação da Consolação: vai ser só alegria!

Nesta boa quarta-feira, dia 9, às 19 horas, será realizado o primeiro Sarau da Ocupação da Consolação (Rua da Consolação, nº 1813, em frente ao ponto de ônibus do Cemintério). Traga seu bom ritmo e sua boa poesia de combate que vai ser só alegria. Pode chegar que é tudo gente da gente, é tudo gente como a gente na mesma sintonia!


Assista | Preparativos para o Sarau da Ocupação da Consolação

Acompanhe mais ações no blog do Projeto Ocupação Cultural.

É tudo nosso!

O Sarau da Ocupação São João no domingo (6) foi mesmo muito especial. Poetas e poetisas populares somaram a boa poesia de combate e junto ao povo abriram os caminhos para a maior festa popular que já se tinha visto na noite paulistana. No Sarau da Ocupação São João, a história do povo soa como poesia. Pode aplaudir que é tudo gente da gente, é tudo gente como a gente, se dizia alto e bom som. A poesia correu solta até o fim da noite de domingo. Minutos depois, antigos prédios da região central de São Paulo, abandonados pelo descaso do poder público, muitos há anos sem função social nenhuma, foram ocupados por inúmeras famílias sem teto.

A esquina mais famosa da cidade, a da avenida São João com a Ipiranga, nunca mais será a mesma. A festa foi um sucesso da articulação dos movimentos populares de luta pela moradia digna e pela justiça social. Veja mais informações aqui.


Assista | Noite de poesia e luta pelo direito a moradia digna

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domingo, 6 de novembro de 2011

Sarau da Ocupação São João: especial!


É hoje a realização especial do Sarau da Ocupação São João. O povo vai se reunir na Avenida São João, nº 588, às 19h, no Centro, para celebrar a sabedoria popular no melhor estilo ritmo, poesia e cinema. Pode somar que é tudo gente da gente, é tudo gente como a gente! Um espaço ocupado é sempre um espaço encantado. É só colar!
Para saber mais sobre o Sarau e outras ações culturais realizadas em ocupações em São Paulo, visite o site do Projeto Ocupação Cultural.