quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Sarau da Ocupa recebe o escritor Sacolinha pra lançar seu mais novo livro Manteiga de Cacau


Venha se aquecer no calor humano do Sarau da Ocupa, no centro nervoso de São Paulo. O povo tem um encontro marcado na quarta-feira, 22 de agosto, a partir das 19h30, na Avenida São João, nº 588 (próximo a Galeria Olido), pra celebrar mais uma vez a sabedoria popular no melhor estilo ritmo e poesia que já se ouviu na praça.

Nesta noite, o Sarau vai acolher o escritor Sacolinha pro lançamento do seu mais novo livro Manteiga de Cacau. O livro apresenta doze contos que abordam as crises, os conflitos , os dramas e outros aspectos do universo masculino (sem ser excludente), assuntos que incomodam, mas são evitados ou que para disfaçar a preocupação acabam virando piadas.

"- Julia, é o seguinte: eu não sei dançar.
- Como assim não sabe dançar? [...] Todos nos enganamos, de uma forma ou de outra. A gente sabe dançar, mas é outro tipo de dança. [...] Todos nós, dessa classe social, já sabemos dançar desde o nascimento. [...] Estamos aqui nesse barzinho porque bailamos a semana inteira num serviço onde somos apenas máquinas produtoras, recebendo ordens por um mísero pagamento.
Aos poucos fui ficando relaxado. [...] o que é dançar num país onde, para o povo, felicidade é carnaval, futebol, um aparelho de TV e um crediário nas Casas Bahia.
- Todo brasileiro tem um pingo de indignação contra tudo isso aí [...]. Mas agora não é hora de discutir os problemas sociais do país, vamos dançar.", dialogo do conto Eu não sei dançar!, presente em Manteiga de Cacau, de Sacolinha.

O escritor aponta já no prefácio que a pressão social de ser homem é um problema vísivel nas trajédias domésticas cotidianas. No lançamento, o livro será vendido a preço popular.

Desde suas primeiras publicações em projetos literários ousados e por isso mesmo importantes como Caros Amigos/Literatura Marginal, Ato III (2004), Sacolinha não parou de escrever e vem se tornando cada vez mais um escritor de mão cheia e com identidade própria. Escreveu outros títulos que tiveram repercussão e novas edições, teve textos traduzidos para o francês e espanhol, participou de várias antologias, escreveu prefácios, participou de revistas, escreveu dramaturgia, ganhou prêmios e mantém intensa atividade para divulgar sua obra como aulas, palestras e oficinas. Sua obstinação pela literatura fez ele ser o principal responsável pela Associação Cultural Literatura do Brasil, importante iniciativa de incentivo a literatura em Suzano, município onde o escritor reside e atualmente é Coordenador Literário pela Secretaria de Cultura. Sacolinha é um agitador cultural que tem as mãos em inúmeros projetos voltados para a literatura, sua devoção literária confunde-se com uma militância que é fonte de inspiração para novos escritores e escritoras que acreditam que a literatura é mais que a organização perfeita das palavras.

O Sarau também vai arrecadar alimentos pras famílias sem teto. Então, se puder, traga 1kg de alimento não perecível pra doação. Só não fique de fora!

Não esqueça a sua letra, poesia, rima ou ideia. Se preferir escolha ou faça na hora, sem deixar o ritmo e a poesia caírem. Em noite de Sarau, um banquete de livros é servido e fica sempre a disposição. Pode somar porque é tudo gente da gente, é tudo gente como a gente!

Confira quem passou pelo último Sarau da Ocupa, na noite em que o tambor falou mais alto e o Coletivo Cultural (Sarau) Poesia na Brasa chegou pro lançamento da Antologia Poética da Brasa, Volume IV.

Sarau da Ocupa presente nos 2 anos de Sarau Perifatividade!


Sarau Perifatividade vai comemorar 2 anos de existência e resistência com um programação imperdível no próximo sábado, dia 18 de agosto, logo alí, no Bar do Boné, na Vila das Mercês, no fundão do Ipiranga.

Atuando desde 2008 na região do Fundão do Ipiranga, zona sul de SP, o Coletivo Perifatividade realiza várias ações culturais envolvendo saraus, educação, produção cultural, web rádio, hip hop, etc, sempre levando atitude, mensagem positiva e compromisso social com a periferia.

O Sarau da Ocupa vai chegar pra somar e fotalecer a festa!

Assista o video que conta um pouco da história do Coletivo aqui.

Mais informações, acesse: Coletivo Cultural Perifatividade

Chega junto e participe! 

domingo, 12 de agosto de 2012

Afro Retratos revela mulher negra num mundo globalizado

Eu, Elaine Campos e Renata Felinto






Na exposição Afro Retratos, série de autorretratos em pintura produzidos pela artista Renata Felinto. A constituição física e o fenótipo feminino e afrodescendente constituem as bases para realização de retratos que são caracterizados e adornados a partir da observação e pesquisa de imagens de mulheres e culturas de diversos grupos étnicos mundo afora. As obras pretendem proporcionar a reflexão sobre quem é a mulher negra brasileira que vive em um grande centro urbano sujeita às mais variadas influências, estigmas e interpretações sobre sua figura e história. A exposição fica em cartaz até 18 de agosto, quando será encerrada com uma programação especial.



 
Autorretrato presente na exposição de Renata Felinto

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A cidade que queremos é inclusiva


No programa PosTV, transmitido ao vivo via internet das Casas Fora do Eixo, no último domingo (5), do qual participaram os ativistas Enrrico e Manu de Porto Alegre.


No bate papo, questões em torno de temas como ressignificação e ocupação social, cultural e de lazer de espaços públicos, bicicleta e alternativas mais humanizadas de circulação nas cidades, histórico e panorama da luta pela moradia nos grandes centros urbanos, especulação imobiliárias e privatização do espaço público, articulação das lutas populares, concentração de riqueza e desigualdade nas cidades, iniciativas e redes de coletivos e ações culturais que atuam nas margens da cidade, saraus de literatura marginal periférica e efetivação de políticas públicas para as demandas populares.
As questões abordadas no bate papo mostram que estamos muito longe da cidade que queremos para viver. Uma cidade inclusiva na qual as pessoas, cidadão e cidadãs, tenham prioridade e promova igualdade com profunda distribuição de riqueza social e cultural, material e simbólica, e que na segunda-feira vá se encontrar no Bar do Binho para mais uma noite de Sarau.



Faça Você Mesmo! Um pouco mais cedo rolou um depoimento meu e do parceiro Silvio Shina para o projeto Hardcore 90, documentário sobre a cena hardcore e punk da década de 1990. Na época, participávamos ativivamente da cena independente na feitura do fanzine politizado Punto de Vista Positivo cujas edições ultrapassaram as mil cópias xerocadas e distribuidas de mão em mão, em apresentações e cartas seledas enviadas para todo o Brasil.


Capas do Punto de Vista Positivo números 3 e 4

sábado, 4 de agosto de 2012

Sarau da Ocupa recebe o Coletivo Cultural (Sarau) Poesia na Brasa pra lançar sua 4ª Antologia de Poemas


Tambor, tambor vai buscar quem mora longe...
Ô meu tambor, que é feito de couro e pau
vai buscar todos os poetas pra falar no meu Sarau...
Ouvindo o som do meu tambor e também do berimbau
Vem chegando os poetas pra falar no meu Sarau...
O Sarau é coisa boa, com amigos é mais legal
Vem chegando os poetas pra falar no meu Sarau...
- Tambor, de Coletivo Cultural Poesia na Brasa

Ouça o chamado do tambor e venha se aquecer no calor humano do Sarau da Ocupa, no centro nervoso de São Paulo. O povo tem um encontro marcado na quarta-feira, 8 de julho, a partir das 19h30, na Avenida São João, nº 588 (próximo a Galeria Olido), pra celebrar a sabedoria popular no melhor estilo ritmo e poesia que já se ouviu na praça.


Nesta noite, o Sarau vai acolher o Coletivo Cultural (Sarau) Poesia na Brasa pro lançamento do livro Antologia Poética da Brasa, Volume IV. O livro é "um sarau impresso"! Ao todo são 47 participantes que colaboraram com textos, poemas (44 no total!) e registros fotográficos. O livro marca os 4 anos de atividade do Coletivo/Sarau e foi lançado na base do apoio e compromisso entre coletivos culturais que atuam na periferia, sendo a maioria da zona norte de SP. No lançamento, o livro será vendido a preço popular.

Em atividade desde 2008 e 11 livros lançados, o Coletivo Cultural (Sarau) Poesia na Brasa é um movimento cultural enraizado na zona norte, atua principalmente na Vila Brasilândia. Tem como objetivo produzir e divulgar a arte da periferia nos espaços de troca de ideias, do compromisso da palavra falada e de expressão dos periféricos, sejam eles um bar, escolas, centros culturais, praças, ruas ou unidades de privação de liberdade. Os poetas, poetisas e apreciadores da literatura periférica atendem quinzenalmente o chamado ancestral do tambor e participam do Sarau Poesia na Brasa, realizado com muita originalidade e independência pelo Coletivo.

Algumas palavras presentes na Antologia:

"Palavras em papéis são gritos de indignação, de denúncia, mas também são sonhos libertos, são perfumes e cores que fazem a vida amanhecer", por Sônia Bischain, na abertura da Antologia.

"... não esperamos mais, pensamos agora soluções, planejamos trabalhos que movimentem o capital da cultura para a periferia", por Coletivo Cultural Poesia na Brasa, na Apresentação da Antologia.

"Na periferia, resistimos. Da nossa forma, com pedras ou peoemas, resistimos. Os trabalhadores e periféricos se levantam. O espaço do Sarau é também um foco de resistência. Queremos um mundo que não seja dividido entre periferia e centro, entre oprimidos e opressores, entre exploradores e explorados. O trabalho do Coletivo Cultural Poesia na Brasa tem significado nada menos do que a possibilidade de realizar sonhos, de mudar pessoas, de despertar emoções adormecidas", por Flávia Rosa, no Prefácio da Antologia.

"A periferia se arma de conhecimento, a munição é o livro e os disparos vêm das letras... e é por isso que a elite teme!", por Coletivo Cultural Poesia na Brasa, no manifesto A Elite Treme, presente na Antologia.

O Sarau também vai arrecadar alimentos pras famílias sem teto. Então, se puder, traga 1kg de alimento não perecível pra doação. Só não fique de fora!

Não esqueça a sua letra, poesia, rima ou ideia. Se preferir escolha ou faça na hora, sem deixar o ritmo e a poesia caírem. Em noite de Sarau, um banquete de livros é servido e fica sempre a disposição. Pode somar porque é tudo gente da gente, é tudo gente como a gente!

Confira quem passou pelo último Sarau da Ocupa, na noite em que o poeta Victor Rodrigues esteve lá pro lançamento do seu primeiro livro Praga de Poeta.

Eu e Victor Rodrigues que lançou seu Praga de Poeta no Sarau

Poetas, poetisas e gente que aprecia
poesia com calor humano

Poetas, poetisas e gente que aprecia
poesia com calor humano

Afinal, a cultura é nossa!

[Fotos Chellmí e Ocupação Cultural]

terça-feira, 31 de julho de 2012

Encontro de troca de ideias e experiências com agentes culturais


Aconteceu hoje (30) o último encontro de troca de ideias e experiências com agentes culturais do CCJ (Centro Cultural da Juventude), na Vila Nova Cachoeirinha, zona norte de SP. Vagner Souza (Coletivo Cultural Poesia na Brasa), a artista plástica independente e agitadora cultural Carolzinha Teixeira, José Soró (Quilombaque) e eu, pelo Sarau da Ocupa, falamos das nossas caminhadas pessoais e coletivas em ações culturais, sociais e políticas.


Da esquerda para a direita: José Soró, eu, Vagner e Chellmí

Carolzinha Teixeira ao centro

Temas como territorialidade, democracia, cultura, machismo, arte, direitos humanos, militarização das subprefeituras, cidade, juventude, cultura e literatura marginal periférica, saraus, gestão cultural, militância, ativismo, protagonismo, políticas públicas, rede de movimentos e ações culturais, etc, foram abordados a partir de um ponto de vista crítico, baseado em experiências vividas. O bate papo foi apresentado pelo jovem escritor Chellmí, responsável pela organização da formação.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Sarau da Ocupa recebe Victor Rodrigues pra lançar seu livro Praga de Poeta


Venha se aquecer no calor humanos do Sarau da Ocupa, no centro nervoso de São Paulo. O povo tem um encontro hoje, quarta-feira, dia 25, a partir das 19h30, na Avenida São João, nº 588 (próximo a Galeria Olido), pra celebrar a sabedoria popular no melhor estilo ritmo e poesia que já se ouviu na praça.


O Sarau vai acolher o poeta Victor Rodrigues pro lançamento do seu primeiro livro de poemas Praga de Poeta, pelo selo Edições Maloqueirista. No dia do lançamento, o livro será vendido a preço popular.

Pra quem acredita que praga de poeta não pega, o autor assegura: "praga de poeta é poesia profecia e vice-versa e verso e vício. é poesia dia a dia utopia por ofício. praga de poeta é poesia arredia. teimosa. reinício. profecia dia a dia beira de precipício. é grito de profeta. engasgado. suplício. verso maldito. escancarado. o não dito. é dedo na cara. do faraó do rei. é virgula na lei. danação do egito. veja bem onde pisa os pés. que aí vem praga. e bem mais que dez." - Em Praga de poeta, de Victor Rodrigues

O Sarau também vai arrecadar alimentos pras famílias sem teto. Então, se puder, traga 1kg de alimento não perecível pra doação. Só não fique de fora!

Não esqueça a sua letra, poesia, rima ou ideia. Se preferir escolha ou faça na hora, sem deixar o ritmo e a poesia caírem. Um banquete de livros fica sempre a disposição. Pode somar porque é tudo gente da gente, é tudo gente como a gente!

Confira quem passou pelo último Sarau da Ocupa, na noite em que o Coletivo Cicas esteve lá pro lançamento do livro e dvd A cultura em luta pela paz.


Pra você que perdeu, assista, agora na internet, o SP Cultura, quadro apresentado por Alessandro Buzo, no SPTV 1ª Edição, sobre o Sarau da Ocupa.




Afinal, a cultura é nossa!

domingo, 15 de julho de 2012

Maioria trabalhadora x Minoria corrupta


Sou trabalhador comum que depende do salário para sobreviver. Componho a maioria da população brasileira e sulamericana que para sobreviver depende de trabalho e salário. No continente africano, onde existe ilhas de riqueza, a realidade da maioria trabalhadora não é diferente. Portanto, SOMOS A MAIORIA!
Para proteger práticas mafiosas de dois dirigentes - os brasileiros João Havelange/ex-Fifa, e Ricardo Teixeira/ex-CBF - e suas relações milionárias com uma empresa de marketing - a ISL -, portanto, A MINORIA, a Fifa ofende trabalhadores e trabalhadoras do Brasil, da América do Sul e de Africa ao dizer que "subornos são partes integrantes do salário da maioria da população da América do Sul e África".
A situação da classe trabalhadora nos dois continentes tem sido marcada pela precariedade e constantes derrotas e retrocessos em leis trabalhistas que pioram a condição do trabalho. As obras para o mundial de futebol ocorridas na Africa do Sul em 2010 e as obras em andameno no Brasil para 2014 e para os Jogos Olímpicos de 2016 provam isso. Se o legado das obras de infraestrutura é questionável, a situação presente é dramática.
Certo é que a maioria assalariada de sulamericanos e africanos tem trabalhado honestamente, apesar das adversidades impostas pela minoria corrupta do capitalismo sem fronteiras, que corrompe e recebe além dos lucros, subornos!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Sarau da Ocupa recebe o Coletivo Cicas pruma noite de poesia e resistência cultural e social


Venha se aquecer no calor humanos do Sarau da Ocupa, no centro nervoso de São Paulo. O povo tem um encontro marcado hoje, a partir das 19h30, na Avenida São João, nº 588(próximo a Galeria Olido), pra celebrar a sabedoria popular no melhor estilo ritmo e poesia que já se ouviu na praça.



O Sarau vai acolher o Coletivo Cicas (Centro Inependente de Cultura Alternativa e Social) pro lançamento do livro e dvd A cultura em luta pela paz. No dia do lançamento, livro e dvd não serão vendidos, alguns exemplares serão sorteados pra quem tiver na casa.

Há 5 anos o Coletivo Cicas ocupou e recuperou um imóvel público abandonado no Jd. Julieta, na Vl. Guilherme, zona norte, e criou um centro cultural e social que é refência na região e na cidade. Localizado na Avenida do Poeta, o imóvel abandonado e sujo com muito esforço tomou a cara de um centro cultural, abrigando desde 2007 inúmeras ações culturais, mobilizando a comunidade e articulando coletivos. A Avenida do Poeta desde então erradia poesia! Em 2012, houve uma tentativa de despejar o Cicas do local. Agora, o espaço tá novamente ameaçado de despejo pela prefeitura de São Paulo. Venha saber por que e como somar na resistência. O Sarau vai arrecadar alimentos pras famílias sem teto. Se puder, traga 1kg de alimento não perecível. Não fique de fora! Traga sua letra, poesia, rima ou ideia pra trocá! Afinal, a cultura é nossa!

"A Cultura em Luta pela Paz foi um projeto idealizado e escrito em maio à todo o conflito no qual o CICAS e todos se encontravam. O livro traz depoimentos e fotos de diversos colaboradores e complementa o documentário, que mostra uma parte da história do espaço e alguns dos grupos e indivíduos que contribuíram para fortalecer a resist~encia cultural - nesse e em outros locais que também sofrem ações de repressão por parte do poder público - com cenas filmadas pela equipe e imagens de arquivo registradas por diversas pessoas. Ambos são produções coletivas, feitas a várias mãos, e só se tronaram possíveis graças ao empenho e contribuição de muitas pessoas." - Em A cultura em luta ela paz, do Coletivo Cicas.

Assista o trailer do documentário A cultura em luta pela paz.

O Sarau também vai arrecadar alimentos pras famílias sem teto. Então, se puder, traga 1kg de alimento não perecível pra doação. Só não fique de fora!

Não esqueça a sua letra, poesia, rima ou ideia. Se preferir escolha ou faça na hora, sem deixar o ritmo e a poesia caírem. Um banquete de livros fica sempre a disposição. Pode somar porque é tudo gente da gente, é tudo gente como a gente!

Confira quem passou pelo último Sarau da Ocupa, na noite em que a escritora, prosadora de mão cheia, Cidinha da Silva esteve lá pro lançamento do seu mais recente livro de crônicas Oh, margem! Reinventa os rios!.

Quem tiver interesse pelos livros da autora pode escrever diretamente pra ela (cidinha.tridente@gmail.com) ou adquirir os livros na Livraria Suburbano Convicto, que fica na Rua Treze de Maio, nº 70, sobreloja, Bixiga. Especializada em literatura marginal periférica, a livraria além de abrigar o Sarau Suburbano oferece centenas de títulos das mais variadas áreas da literatura, cds e revistas de rap, roupas e acessórios e uma atenção especial de Alessadro Buzo e família suburbano convicto. Bora lá conferir!

Clique nos links e acesse os site e blogs indicados!

Afinal, a cultura é nossa e a estrutura reforça!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

A cultura é nossa e a Livraria Suburbano Convicto reforça!

 Alessandro Buzo e eu no dia do lançamento do livro

Alessandro Buzo, o mano de mil corres, está com livro novo na praça: Profissão MC! Buzo garante que o livro, o décimo do escritor, não é o roteiro do filme dirigido por ele mesmo, em 2009, e que no momento já conta com mais de 357 mil acessos no Youtube e tem até um versão pirata nas ruas. Semelhanças com o filme são inevitáveis e lembra a vida de muitos MCs bons por aí. A escrita do Buzo é totalmente original e originalidade o autor tem de sobra. Com conhecimento de causa, Buzo leva pro romance contornos biográficos de sujeitos mais ou menos indefinidos. Histórias passadas onde as opções são raras, percalços muitos e o rebento tarda, mas nem sempre falha. Se o caminho tomado pelos personagens não é o mais facíl, a volta por cima tem sabor de vitória. Difícil não ser tocado pelo enredo e o desfecho da história apresentada no livro. E aí, descobre-se que nem sempre o final de um romance significa o final de uma história. Profissão MC, feliz lançamento da nVersos Editora, reúne um time que entende bem a história que o Buzo desenvolve no livro, Jéssica Balbino na orelha, prefácio de Daniel Ganjaman e contracapa de Criolo. Profissão MC é um presente do Buzo, escritor marginal, periférico do Itaim Paulista, suburbano convicto, pra literatura brasileira.
Adquira o livro na Livraria Suburbano Convicto, que fica na Rua Treze de Maio, nº 70, sobreloja, no Bixiga. Especializada em literatura marginal periférica, a livraria além de abrigar o Sarau Suburbano, que acontece no mesmo endereço toda terça-feira, às 20 horas, oferece centenas de títulos das mais variadas áreas da literatura, cds e revistas de rap, roupas e acessórios e uma atenção especial do próprio Alessandro Buzo e família suburbano convicto. A livraria acolhe rappers, escritores e escritoras da literatura marginal periférica, um batalhão de gente que movimenta saraus e aprecia a poesia.
A cultura é nossa e a Livraria Suburbano Convicto reforça!

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Aquilombemos!


... Como foram ousados, serei da minha parte, ousado também
Tenho o dever de falar porque não sou cúmplice
Calado, minhas noites seriam assombradas pelas memórias
Da gene que projetava na vida, sombras de esperança...
poema Quem tem medo da verdade


Recentemente fui convidado pra gravar um depoimento pro documentário Quilombos Culturais. O documentário nasceu como trabalho de conclusão de curso na área de comunicação e pretende exceder os formalismos acadêmicos por registrar parte da movimentação cultural periférica expressa nos saraus de poesia e literatura marginal realizados por coletivos da periferia de São Paulo. O caminho que o documentário tomou parece ter sofrido influência da temática que se propõem documentar! O mestre Solano Trindade já afirmava que quando se trata de cultura popular, "é preciso beber na fonte e devolver ao povo em forma de arte"!
O documentário está em fase de produção. É possível encontrar a equipe realizadora presente nos saraus da periferia de São Paulo, seja disparando versos, seja gravando, conversando com quem dispara poemas, fazendo anotações e marcando entrevistas.
Foi assim que eu conheci primeiro o Igor Carvalho e o Max Santiago numa noite de sábado no Sarau Perifatividade e já no ponto e na volta de ônibus trocamos ideias sobre cultura, literatura, saraus, periferia e o protagonismo marcante da literatura marginal periférica. Depois, conheci também a Priscila Santos e a Elisabete Aguiar também da equipe. De lá pra cá, não paramos de nos encontrar.
O documentário vem sendo produzido na raça, no suor e na fé de quem não está usando a lente pra manter uma distância do protagonismo cultural registrado, até porque é comum membros da equipe disparar poemas nos saraus que os acolhe como poetas e não documentaristas.


O documentário vai registrar alguns saraus e alguns perfis de poetas e poetisas da perferia de São Paulo. Meu depoimento pro documentário teve um significado muito forte pra mim. Primeiro pela escolha do local da gravação. A equipe se empenhou e conseguiu autorização pra gravar no inteiror do Memorial da Resistência de São Paulo, local que abrigou durante muito anos o Deops-SP (Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo), um dos principais centros de prisão e tortura da polícia política durante a ditadura militar. O local abriga hoje um museu que preserva parte da história e da memória da luta contra a repressão política em São Paulo. Lá estão disponíveis pra visita as celas onde ficaram presos políticos, breve cronologia da história Brasil e documentos do movimentos estudantil e cultural apreendidos pela censura.
Conheci muita gente que tinha passado maus momentos naquele lugar durante a ditadura. Alguns deles registraram seus nomes nas paredes de uma das celas. Histórias de pessoas que ainda hoje me emociono só de lembrar. Tem gente que não está mais ao nosso lado na caminhada da vida, mas está presente na nossa luta diária contra todas as formas de opressão cometida pelos donos do poder, pelo Estado e principalmente seu braço armado que são as polícias.
Uma geração de homens e mulheres que deram o melhor da sua juventude pra mudar o mundo pra melhor. E por ousar querer mudar o mundo pagaram com o corpo e com a alma, alguns com a própria sombra.


Não foi fácil falar sobre a minha caminhada, até porque sempre me confundi com quem esteve todo tempo ao meu lado. Sempre fui a primeira pessoa do plural e talvez por isso sempre tivesse com quem me aliar com dignidade, respeito, humildade. Falar de mim, portanto é falar da gente! E falar da gente é falar de todo mundo que compõe a caminhada!
No meu depoimento pro documentário, falei sobre minhas memórias que eu mesmo nunca tinha ouvido, por isso mesmo me surpreendi. Falei das minhas influências, praticamente figuras humanas e acolhedoras. Falei sobre o Sarau da Ocupa que hoje apresento na Ocupação São João, e que é a periferia no centro nervoso de São Paulo! Assim como tudo que já fiz, apresentar o Sarau no contexto da luta pela moradia não é mero acaso. É parte da atual caminhada!
Além das memórias, disparei o poema Quem tem medo da verdade que denuncia velhos torturadores e anuncia a chegada da verdade porque só ela pode levar a justiça.

Equipe realizadora do documentário Quilombos Culturais

O Quilombo do título do documentário parece querer anunciar o sentido de refúgio libertador, acolhimento entre os iguais, fortalecimento na presença física, no companheirismo, na exaltação da memória dos ausentes, na cumplicidade pela palavra escrita e falada e na resistência pra manter o espaço livre da cultura excludente e dominante. Aquilobemos!

[Fotos equipe Quilombos Culturais]

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Sarau da Ocupa recebe Cidinha da Silva pruma noite de prosa, ritmo e poesia


Venha se aquecer no calor humanos do Sarau mais quente do centro nervoso de São Paulo. O povo tem um encontro marcado na quarta-feira, 27 de junho, a partir das 19h30, na Avenida São João, nº 588 (próximo a Galeria Olido), pra celebrar a sabedoria popular no melhor estilo ritmo e poesia que já se ouviu na praça.


Neste dia, o Sarau vai receber a escritora Cidinha da Silva pro lançamento do seu mais recente livro de crônicas "Oh, margem! Reinventa os rios!", pelo Selo Povo (2011). No dia do lançamento, este e outros títulos da prosadora de mão cheia estarão a venda a preços populares. Mineira de Belo Horizonte, Cidinha é uma grande escritora que tem contribuido muito pra presença africana na literatura brasileira, a começar pelos seus escritos. Seu jeito próprio de escrever, que nos remetem muitas vezes a cenas de um cotidiano arcaico, tem levado a escritora a aventurar suas narrativas noutras linguagens como o cinema e o teatro.

"Quero que a senhora escreva a história da minha vida, dá um livro", Máximo afirma seguro. "Todas as histórias de vida dão um livro", eu retruco. "E escritoras gostam de escrever as próprias histórias", completo para desafiá-lo. "Mas a minha história é boa mesmo", ele insiste. "Acredito que sim, mas por que você mesmo não a escreve?" "Não posso!" "Por quê?" "Eu não teria coragem." " E o que o leva a pensar que eu teria coragem de contar a sua história?" "As coisas da senhora que já li." "Muito bem, é um bom argumento. Posso ouvir a sua história e contá-la do meu jeito. Pode ser assim?" "Pode!" - trecho da crônica O prisioneiro, em Oh margem! Reinventa os rios!, de Cidinha da Silva.

O Sarau também vai arrecadar alimentos para as famílias sem teto mais necessitadas. Então, se puder, traga 1kg de alimento não perecível para doação. Só não fique de fora!

Não esqueça a sua letra, poesia, rima ou ideia. Se preferir escolha ou faça na hora, sem deixar o ritmo e a poesia caírem. Um banquete de livros fica sempre a disposição. Pode somar porque é tudo gente da gente, é tudo gente como a gente!

Confira o que passou e quem passou pelo último Sarau da Ocupa, na noite em que o escritor, dramaturgo e diretor teatral Walner Danziger esteva lá pro lançamento do seu mais recente livro Gilete na Mão do Macaco. Sempre Na Função, confira o que Danziger escreveu especialmente praquela noite fria e de calor humano.

Afinal, a cultura é nossa!

terça-feira, 19 de junho de 2012

Walner Danziger, o menino e trutas de batalha

O tridente:Walner Danziger, Ruivo Lopes e Emerson Alcalde


Na semana passada tive o prazer de apresentar o Sarau da Ocupa que acolheu o  escritor, dramaturgo e diretor teatral, meu mano, Walner Danziger, que foi lá pro lançamento do seu mais recente livro Gilete na mão do macaco,contos e outras narrativas.
Ouvi pela primeira vez o Walner disparar seus escritos no Sarau Suburbano. Walner é um cara alto, fica ainda mais perceptível com roupas folgadas, olhar direto, papo reto e de uma sensibilidade camarada. Seus textos no Gilete também são assim. Ler o livro do Walner com uma Gilete na mão pode machucar. Seus personagens perambulam por todos os cantos das cidades. Especialmente os macacos armados de gilete na mão. Contos ou crônicas, no final você decide.
Como de costume em dia de lançamento, passei a mão no livro e disparei o conto-crônica Saltimbanco, presente no Gilete, que que narra a história de um menino fudido, filho de uma mãe fudida e é responsável pelo irmão ainda mais fudido. Depois do abuso, o menino tinha escolhido não ter pai e foi morar debaixo de uma lona de duas cor.
Seja lá qual for o estilo do texto, esse menino existe e tá aí, só não vê quem não quer. Esse menino dá cambalhotas, equilibra o destino e escorrega pelo tecido colorido debaixo da lona de duas cor. Mesmo na lona, o menino não se entrega e revida com a arma que tem: o sorriso.
O narrador, como testemunha, espia de longe. Pra não ser cúmplice, se aproxima e espia de perto pra ver que o menino ensina a vida.
De tanto encontrar o Walner e sua companheira Daiana Arruda Na Função, nos saraus e ações culturais realizadas pelos coletivos culturais da periferia dessa São Paulo desvairada nos tornamos truta de batalha.
Assim que é!

Confira alguns lances que rolaram no último Sarau da Ocupa.

Walver Danziger além de lançar Gilete na mão do macaco,
disparou o poema Ocup(A)ção


Casa cheia e calor humano


Casa cheia e calor humano


Participação de moradoras da
Ocupação São João no Sarau


Pilar aproveitou e levou seu exemplar autografado

Participe da próxima edição do Sarau da Ocupa. Já tem data, veja aqui.


Fotos: Elaine Campos, Daiana Arruda e Projeto Ocupação Cultural

Gog: a voz da periferia na Cúpula dos Povos


Presente na Cúpula dos Povos, evento paralelo dos movimentos sociais a Rio+20, Genival Oliveira Gonçalves (foto), ou simplesmente Gog, como é conhecido no rap nacional, defendeu as causas das periferias basileiras no encontro que debateu a experiência brasileira de participação social da Juventude.
Na entrevista que deu a Revista Fórum, quando lhe foi perguntado como via o desenvolvimento sustentável na ótica da perfieria, Gog disparou: "Para nós, é quase como um desenvolvimento etário, diante do extermínio, diante da alimentação, do protagonismo. Para nós as questões são muito mais profundas, nos temas da esquerda, dos movimentos sociais, a questão negra é sempre um recorte dentro desses temas. Temos que lutar tanto pela inclusão do tema, como para sermos incluídos dentro do tema. Vejo a Rio+20 ainda como um vento, uma brisa, diante do nosso desenvolvimento que passa por um sustento que é vital para nós. A nossa discussão aqui é sobre a vida. É para que nossos jovens não sejam exterminados, no momento em que ele mais pode produzir, essa pátria mãe os elimina através de seu braço armado, que é a polícia. E o pior, com o aval, não só do Estado, mas da opinião pública".
Gog defendeu ainda o papel transformador e libertador da cultura, seu apoio estratégico a Dilma no momento da campanha presidencial e a exigência da retirada da Marinha no Quilombo Rio dos Macacos, na Bahia.  Confira a entrevista completa aqui.


Enquanto isso na cidade de São Paulo, o prefeito Gilberto Kassab cassou a permissão de cerca de 500 trabalharoes ambulantes, os chamados camelôs, que a partir de amanhã terão que sair da Rua 25 de Março. No mês passado, Kassab já tinha revogado a licença de cerca de mil trabalahdores legalizados, a metade deles são portadores de deficiências físicas. A medida vale para os trabalahdores que ficam nas regiões da Luz, Lapa e da 25 de Março, área de maior comércio popular da cidade. Outros 380 permissões já foram cassadas pela prefeitura em toda a cidade. A Defensoria Pública intercedeu a favor dos trabalhadores e tentou barrar na Justiça a medida, mas justiça e prefeitura concordam com expulsão dos camelôs das ruas. A prefeitura promete, sem dizer quando e em ano de eleições, construir três shoppings populares e enquanto esses locais não ficarem prontos, os idosos e deficientes terão o apoio da prefeitura, como trabalhar espalhados nas feiras livres da cidade.

Manifestantes cobraram hoje (18) do governandor Geraldo Alckmin "arquivo" sobre crimes cometidos pelo Estado e denunciaram perseguições a movimentos sociais e populares, despejos forçados de famílias sem-teto e o extermínio sistemático da população negra e pobre das periferias pelas policias. Assista o video aqui.

domingo, 3 de junho de 2012

Sarau da Ocupa recebe Walner Danziger pro lançamento de "Gilete na Mão do Macaco"


Venha se aquecer no calor humanos do Sarau mais quente do centro nervoso de São Paulo. O povo tem um encontro marcado na quarta-feira, 13 de junho, a partir das 19h30, na Avenida São João, nº 588 (próximo a Galeria Olido), pra celebrar a sabedoria popular no melhor estilo ritmo e poesia que já se ouviu na praça.
Neste dia, o Sarau vai receber o escritor, dramaturgo e diretor teatral Walner Danziger para o lançamento do seu mais recente livro Gilete na Mão do Macaco, contos e outras narrativas. Sempre Na Função, o paulistano do bairro do Jabaquara, zona sul, manda avisar. "É dia de festa. Se arte é botar comida no prato, no ato explodem os beats em cima dos pratos. Escuta só o som, escuta que esse é do bom. O macaco vai fugir. O microfone na mão do mc. A macacada tá armada, de gilete na mão. Vai chover macaco de cima do galho, vão passear em cima do seu telhado, cuidado! Os macacos invadiram a cidade, sem perdão, vão subir na mesa e comer com a mão."
O Sarau também vai arrecadar alimentos para as famílias sem teto. Então, se puder, traga 1kg de alimento não perecível para doação. Só não fique de fora!
Não esqueça a sua letra, poesia, rima ou ideia. Se preferir escolha ou faça na hora, sem deixar o ritmo e a poesia caírem. Um banquete de livros fica sempre a disposição.
Pode somar porque é tudo gente da gente, é tudo gente como a gente!
Afinal, a cultura é nossa!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Mexeu com o Sarau do Binho, mexeu com todos os Saraus!


[Foto: Igor Carvalho/SpressoSP]

Imagine um bar popular localizado numa esquina dum bairro da periferia da zona sul de São Paulo.
Imagine dezenas de pessoas, crianças, jovens e gente de todas as idades reunindo-se ali há anos pra fazer valer o sentimento de comunidade, trocar ideia, interagir, ouvir e apresentar suas poesias, seu canto e sua arte.
Imagine um palco armado num canto do pequeno salão do bar onde Artistas - isso mesmo com A maiúsculo! - da região e de todas as partes tivessem livre acesso pra se apresentar e toda a atenção fosse voltada pra quem faz a arte acontecer.
Imagine Artistas sendo chamados a subir no palco pelo nome e sobrenome que quiserem, serem reconhecidos, aplaudidos e ter a certeza de que todo Artista deve estar onde o povo está!
Imagine Artistas independentes, que lançam seus trabalhos por conta própria ou com apoio mútuo serem bem recebidos pra apresentar e lançar seus trabalhos literários ou musicais porque temos que fazer nós por nós pra nos fortalecer diante do canibalismo das produções culturais comerciais apenas pra consumo.
Imagine um bar onde seja possível encontrar Artistas oferecendo seus trabalhos e você poder trocar ideia sem nenhum constrangimento prum papo reto!
Imagine uma estante de livros e periódios logo na entrada do bar pra quem quiser se servir e se informar.
Imagine um microfone aberto pra você compartilhar aquela informação que você acha que pode fazer a diferença pro dia a dia da nossa gente.
Imagine estar neste bar e saber que pelo simples fato de estar ali, participando, fortelece o movimento cultural e social que pelas margens tem revelado escritores e escritoras, agitadores e agitadoras culturais que se orgulham de suas origens e suas raízes.

Poeta Binho, proprietário do bar e responsável pelo sarau

Pois é, este bar existe e chama-se Bar do Binho, onde toda segunda-feira, à noite, é realizado um dos saraus mais antigos da periferia de São Paulo, o Sarau do Binho. Bar e Sarau são referências do bairro e da região. Uma busca rápida na internet e você verá milhares de resultados que comprovam que o bar e o sarau são referências culturais reconhecidas.
Na última segunda-feira (28), a prefeitura de São Paulo fechou o bar alengando que o estabelecimento acumula dívidas de multas que chegariam a 8 mil reais. O bar está localizado numa área do bairro Campo Limpo, na zona sul de SP, que tem sido cada vez mais valorizada pelos empreendimentos instalados ali, gerando uma especulação na região.
Toda regra tem sua exceção. Atualmente na cidade de SP, existe centenas de imóveis abandonados pelos proprietários que devem milhões de reais de IPTU para a Prefeitura. Além de devedores, pela lei - ou seja, pela regra! - não cumprem função social nenhuma. Recentemente, a Prefeitura de SP intercedeu a favor da liberação da obra de um shopping privado na zona sul de SP que pode resultar no agravamento do trânsito já caótico na região.
Pra abrir as portas novamente, o poeta Binho, proprietário do bar e responsável pelo sarau precisa não só pagar os custos da dívida, que não é pouco prum bar pequeno como o dele, mas também vencer os obstáculos da burocracia pra voltar a cumprir suas funções de estabelecimento comercial e principalmente, o de referência cultura do bairro, da região e da cidade.



Nenhum Sarau a menos!

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Sarau da Ocupação São João recebe Mano Cákis para o lançamento de "Não temos muito tempo", contos e poemas


Venha se aquecer no calor humanos do Sarau mais quente do Centro de São Paulo. O povo tem um encontro marcado na quarta-feira, 23 de maio, a partir das 19h30, na Avenida São João, nº 588 (próximo a Galeria Olido), para celebrar a sabedoria popular no melhor estilo ritmo e poesia que já se ouviu na praça.
Nesta dia, o Sarau vai receber o Mano Cákis para o lançamento do seu livro de estréia Não temos muito tempo, contos e poemas. De Suzano, na grande SP, cidade do autor, Mano Cákis, violentamente pacífico, manda avisar. "Minha pele escura é linda, no sol até brilha e através da escrita descrevo a minha vida. Mensagem positiva, ativa produtiva. Com auto estima sigo em frente e observo que a periferia está invadindo o centro. As crianças estão na rua morrendo, longe da escola... Por isso não temos muito tempo."
O Sarau também vai arrecadar alimentos para as famílias que ainda se encontram no alojamento da prefeitura do bairro Bom Retiro, depois de terem sido despejadas de imóveis antes abandonados no centro da cidade. Então, se puder, traga 1kg de alimento não perecível para doação. Só não fique de fora!
Não esqueça a sua letra, poesia, rima ou ideia. Se preferir escolha ou faça na hora, sem deixar o ritmo e a poesia caírem. Um banquete de livros fica sempre a disposição.
Pode somar porque é tudo gente da gente, é tudo gente como a gente!
Afinal, a cultura é nossa!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Sarau da Ocupação São João: homenagem às Mães Sem Teto

Participe do Sarau mais quente do centro de São Paulo. O povo tem um encontro marcado na quarta-feira, 9 de maio, a partir das 19h30, na Avenida São João, nº 588 (próximo a Galeria Olido), para celebrar a sabedoria popular no melhor estilo ritmo e poesia que já se
ouviu na praça.
No mês de maio, o Sarau vai homenagear as Mães Sem Teto, essas guerreiras que fazem valer no dia a dia o direito à moradia digna.
O Sarau também vai arrecadar alimentos para as famílias que ainda se encontram no alojamento da prefeitura do bairro Bom Retiro, depois de terem sido despejadas de imóveis antes abandonados no centro da cidade. Então, se puder, traga 1kg de alimento não perecível para doação. Só não fique de fora!
Não esqueça a sua letra, poesia, rima ou ideia. Se preferir escolha ou faça na hora,
sem deixar o ritmo e a poesia caírem. Um banquete de livros fica sempre a disposição.
Pode somar porque é tudo gente da gente, é tudo gente como a gente!
Afinal, a cultura é nossa!