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domingo, 28 de fevereiro de 2016

Em SP, Territorialidades de Cidinha da Silva e curso femenageiam 10 anos de atividade literária da autora


Territorialidades de Cidinha da Silva

Se ligaí! | Para comemorar os 10 anos de atividade literária da escritora Cidinha Da Silva, dramaturga, cronista e prosadora, o Centro de Pesquisa e Formação - Sesc em São Paulo promove, nos dias 3 e 4 de março, o "Territorialidades de Cidinha da Silva". Na programação: encontros com Sueli Carneiro, Emerson Inácio, Ligia Ferreira, Dinha Maria Nilda, Bel Santos Mayer e eu discorreremos sobre a produção literária da autora, abordando o significado, o lugar literário e político, bem como o impacto da obra de Cidinha da Silva na cena literária brasileira. Inscreva-se e participe: https://goo.gl/uPmRdX!

Perspectivas: Territorialidades de Cidinha da Silva

Programa

Escritora em atividade há uma década, Cidinha da Silva é dramaturga, cronista e prosadora. Nestes encontros, os convidados que conhecem e acompanham a autora desde a juventude discorrem sobre sua produção, abordando o significado, o lugar literário e político na cena literária brasileira, bem como o impacto de sua obra em construção.
 
03 de março – Temas caros aos direitos humanos na crônica de Cidinha da Silva
Com Sueli Carneiro e Emerson Inácio. Mediação de Ruivo Lopes.
 
04 de março – Cidinha da Silva na cena literária brasileira
Com Lígia Ferreira e Dinha. Mediação de Bel Santos Mayer.

Palestrantes
 
Sueli Carneiro
Sueli Carneiro Doutora em Educação (USP). Presidente do Geledés – Instituto da Mulher Negra.

Bel Santos Mayer
Bel Santos Mayer Pedagoga social, coordenadora do Programa de Direitos Humanos do Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário – Ibeac; da coordenação colegiada do Polo de Leitura LiteraSampa e membro do GT do PMLLLB/SP.

Ruivo Lopes
Ruivo Lopes Educador e poeta.

Emerson Inácio
Docente da área de Estudos Comparados de Literatura de Língua Portuguesa - USP

Lígia Ferreira
Docente de Letras e do Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários e Linguísticos na UNIFESP.  Autora de “Com a palavra Luiz Gama. Poemas, artigos, cartas, máximas”. 
 
Dinha
Poeta e editora da Me Parió Revolução.

Tradução em Libras disponível. Faça sua solicitação no ato da inscrição, com no mínimo dois dias de antecedência da atividade.

 Personagens interseccionais na obra de Cidinha da Silva
Cidinha da Silva ministrará curso gratuito no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo 
 
Contextos: Personagens interseccionais na obra de Cidinha da Silva

Programa

Nos dias 3 e 4 de março, Cidinha da Silva promoverá um curso que abordará a complexidade literária das personagens construídas pela autora em seus cinco livros de crônicas e nas centenas de outras publicadas na internet, com destaque para mulheres negras, população LGBT, homens negros, diversidade de faixas etárias, sujeitos dissonantes de um modo geral. 

Palestrante

Cidinha da Silva
 
Cidinha da SilvaCidinha da Silva é prosadora, ensaísta e dramaturga. Tem oito livros de literatura publicados, sendo os mais recentes, Racismo no Brasil e afetos correlatos (Conversê, 2013) e Baú de miudezas, sol e chuva (Mazza Edições, 2014). É doutoranda no Programa Multi-Institucional e Multidisciplinar em Difusão do Conhecimento da UFBA. (Foto: Elaine Campos)
 
Tradução em Libras disponível. Faça sua solicitação no ato da inscrição, com no mínimo dois dias de antecedência da atividade.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Curso "De Teto e de Afeto: Estética, Moradia e Resistência", inscrições abertas!






































INSCRIÇÕES ABERTAS NO SÍTIO DA EDIÇÕES TORÓ: www.edicoestoro.net.

Chamamos pra estudar junto, vem? Não é evento nem espetáculo o caso. É lição com tição e sabor no saber. Estudar a moradia, seus cheiros de suor e de sonho. Estudar a quebrada de dentro pra fora, a história da cidade e seus subúrbios. Com necessárias didáticas e pedagogias. Vem estudar território, paisagem e ensino, refletir sobre quilombagem, feminismo e arquitetura, sobre várzea, letra e maloca com nossas mais velhas dando aula junto com pesquisadores de sangue no olho.

A luta por moradia entrança a resistência na rua e no peito, a construção da vida no puxadinho e no espelho, os pilares das paredes e dos gestos, a organização lenhosa ou serena do bairro e dos desejos do corpo.
A cama e a cozinha, regentes de tanta poesia e convívio, refletem e influenciam os passos e as políticas da praça pública. Da intimidade e do que vaza do portão, da privacidade e do que não se tranca com cadeado. Moradia é miragem, questionamento e trabalho.

Na história da cidade se acenderam muitos movimentos, coletivos e ocupações por um lar, por uma vila ou por um campinho. No cantinho do cômodo, no escadão e no quintal se educa e se mantém coloridas linhagens ancestrais.

Por necessidade bolamos revides ao que vem ditado de cima pra baixo, às leis de morte e de expulsão, às faxinas étnicas de território, às decisões oficiais de conchavo com os magnatas e latifundiários urbanos. Por precisão se arruma o filtro e a moringa, se banha de balde ou mangueira, se chora com a bica poluída e com o córrego apinhado de plástico.

Nas periferias, estilos de criar e de viver vão bailando a dignidade entre goteiras e azulejos, entre festinhas de quintal e vasinhos em beiral de janela, entre cafezinhos e bacias. Nos cortiços por décadas e décadas se desenhou a história de nossos álbuns de família. Nas canções entre o guarda-roupa e o banheiro mora a expressão que põe o público e o privado na massa da mesma fornada. Nos atos de ocupar, orar, brincar, bater palmas na porta, derrubar muro, xingar no portão, ligar fiação ou fechar pra dormir voga um universo de teto e de afeto. Razão de luta e movimentos da razão.

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03.05 | "Portas e varais: espaços geográficos e quebrada",
com Dona Dina (Anciã, moradora de Taboão há 50 anos) e Billy Malachias (Geógrafo e educador)

10.05 
| "Do pau à laje: uma história da moradia paulistana do baldio ao asfalto", com Seu Nelson (Coordenador do Movimento de Luta por Moradia, Centro) e Raquel Rolnik (Professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e relatora da ONU sobre moradia)

17.05 
| "Arquiteturas de olhares e passos: entre aldeias e quilombos”, com Dona Neide Abati (União Popular de Mulheres do Campo Limpo) e Alex Ratts (Geógrafo e professor de antropologia da Universidade Federal de Goiás/UFG)

24.05 
| "Do acampamento ao Tekoha guarani: morando na semente do futuro”, com Jerá Guarani (Liderança e professora na aldeia Tenondé Porã) e Spensy Pimentel (Professor da Universidade da Integração Latino Americana/ UNILA)

31.05 
| "Ventando a cortina, batendo na mesa: guerra e afeto em feminino no Hip Hop”, com Sharylaine (Rapper desde 1986 , integrante da Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop ) e Jaqueline Lima Santos (Doutoranda na Unicamp, pesquisadora de Hip Hop)

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Aos sábados de maio - sempre das 14h às 17h00
No Espaço Clariô: Rua Santa Luzia, 96 - Taboão da Serra/SP
Veja como chegar aqui: http://goo.gl/maps/AE1KR
Gratuito para 45 participantes.
Inscrições
de 9 a 23 de abril de 2014.

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Articulação Pedagógica: Allan da Rosa & Ruivo Lopes
Concepção e Diagramação de Cartaz: Elaine Campos | Fotografia: Guma
Realização: Edições Toró, Teatro Clariô e 5º Elemento
Agradecimentos:  Às educadoras e educadores que vêm na graça e à comunidade que chega ou oferece atenção.