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domingo, 19 de fevereiro de 2023

Eu voltei

Eu voltei agora pra ficar
Porque aqui, aqui é meu lugar

Eu voltei pras coisas que eu deixei

                               Roberto Carlos

EU VOLTEI AGORA PRA FICAR! 

Fiquei sem escrever para este blog, mas não deixei de escrever meus pitacos sobre poéticas políticas do cotidiano. O campo de interesse para os comentários publicados neste blog são os mesmos: cultura, educação e direitos humanos, dimensões maltratadas Brasil afora e atacadas pelo ex-presidente Bolsonaro. Resgatadas do desmanche a que foram submetidas, o atual presidente Lula deu demonstrações de que essas três dimensões da vida terão importância estrutural para o país daqui pra frente. Ficarei atento para as ações concretas do atual governo Lula para cada uma dessas dimensões e sempre que possível deixarei registrado neste blog meus comentários. Por enquanto, aproveite a dica literária!

VERMELHO COMO O VENTO, é o livro de estreia da poeta “pernambaiana”, residente desde 2001 em São Paulo, Conceição de Maria Machado, a Nsema Dya Nzuulu do Nzo Tanurí Junsara da Nação Angola. O livro é dividido em dez capítulos que abrigam poemas atravessados direta ou indiretamente por variações do tempo, como este que abre o capítulo “Filha do vento e do fogo”:

 

exu
é guardião das horas a passar
Na pupila do seu olho a ânsia brinca
estigma não se cria,
o vento atravessa.

 

O também poeta Landê Onawale crava na abertura do livro que Conceição “é essa poeta por quem o tempo espera”. Larissa Correa Gonçalves, outra poeta que assina o Prefácio escreve que “São Paulo fica menos cinza com a força da Bahia”. E quem dúvida?!?

Permeado pela cosmovisão de matriz africana sobre o tempo, a própria autora assina o “Glossário de expressões linguísticas africanas” presentes nos poemas para que o leitor e a leitora compreendam o contexto e o sentido das expressões utilizadas nos versos da autora.

As ilustrações são assinadas pela Francine Zaunrith Souza. O livro foi lançado pela editora paraibana Arribaçã (Cajazeiras, 2022) e coube ao editor Linaldo Guedes os comentários de capítulo à capítulo presente na última parte do livro. É dele a conclusão: “Conceição reparte com nós, leitores, a beleza de sua poesia.” Obrigado pelo padê poético, Conceição!

sábado, 5 de dezembro de 2020

Diálogos e lançamento do Perfil das Editoras e Selos marcam o segundo dia da Feira Virtual do Livro das Periferias

Se ligaí! 

Acontece hoje (5), o segundo dia da Feira Virtual do Livro das Periferias no qual participo de duas atividades:

Mesa 3

Das 15h às 16h,

Ritmo, Poesia e Afrofuturismo: produção editorial da bibliodiversidade nas periferias.

Com: Toni C., editor da Editora LiteraRUA & Israel Neto, editor da Kitembo - Edições Literárias do Futuro

Mediação: Ruivo Lopes, Coordenador da Pesquisa do Projeto Câmara Periférica do Livro

Lançamento do Perfil das Editoras e Selos da Câmara Periférica do Livro

Das 19h às 21h

Apresentação: Ruivo Lopes, Coordenador da Pesquisa do Projeto Câmara Periférica do Livro

Comentário: José Castilho de Marques Neto, Consultor sobre Livro e Leitura para o Brasil e América Latina

Mediação: Nabor Junior, Editor do Perfil do Projeto Câmara Periférica do Livro

Confira a programação completa deste sábado (5) e domingo (6) aqui: https://sites.google.com/.../cplfei.../programa%C3%A7%C3%A3o
 
Confira também as editoras e selos participantes da Feira e seus respectivos catálogos de livros disponíveis para venda: https://sites.google.com/view/cplfeiradelivro/editoras
 
Curta, compartilhe e participe!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Feira virtual destaca produção editorial das periferias de SP


Se ligaí! 
 
Começa nesta sexta, dia 4, e segue até domingo, dia 6, a 1ª Feira Virtual do Livro das Periferias!

O evento reúne editoras e selos de publicação e contará com apresentações, mesas de diálogo e lançamentos. Confira a programação completa aqui: www.feiradolivrodasperiferias.org.br

Durante a feira, serão lançados o Perfil e o Catálogo das Editoras e Selos das Periferias

O perfil é um raio-X do mercado editorial periférico que produziu 375 títulos de 275 autores e autoras, movimentando cerca de R$ 3,75 milhões!

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Slam Capão reúne onze poetas e um livro

                                            Livro e Poster Lambe Lambe do Slam Capão (2020)

Chegou em minhas mãos o livro "Favela em Ação", organizado pelo Slam Capão, coletivo criado por jovens mulheres do Capão Redondo, emblemático bairro da zona sul de São Paulo.

Pra quem ainda não conhece, "os slams são campeonatos de poesia de autoria própria (...). Com texto escrito previamente ou improvisado (...). O júri é escolhido na hora e dá notas inteiras ou fracionadas (...). Entre todos os competidores, a maior nota vence", explica o texto na contracapa do livro.

Já nas orelhas do livro, o crítico literário Reynaldo Damazio destaca que "o movimento que vem das periferias desloca o eixo da escrita e da leit
ura, da hegemonia da edição e circulação do poema, abrindo espaço para novas vozes, escancarando a realidade excludente e desigual do país, com ritmo e crítica, metáfora e denúncia".

No prefácio, Geovana Maria, integrante do Slam Capão, escreve sobre o início do coletivo até a publicação do livro e conta como a poeta Kimani venceu competições locais, chegando a representar o Brasil na Batalha Mundial na França, para onde "levou junto de si o Capão pro Mundo".

A apresentação é assinada por Emerson Alcalde, curador do Torneio dos Slams. Ele escreve como ocorreu, do começo ao fim, o torneio de 2019 e a participação das comunidades slams, incluindo as da Grande SP. Em sua narrativa, Alcalde refere-se aos coletivos slams como comunidades, isso se deve ao fato dos coletivos destacarem - e às vezes ostentarem - em seus trânsitos os lugares de origem aos quais pertencem, assim como fazem outras expressões culturais das periferias. Impossível não pensar na herança da cultura Hip Hop, territorializada desde a origem. "É nas rodas culturais ocorridas em praças e ruas que as intervenções artístico-literárias habitam, comunicando-se diretamente com os transeuntes em um ato imediato e efêmero, mediado pela expressão corporal, vocal e pelo discurso afiado. A recepção a obra é coletiva, ampliando a noção de comunidade (...). Poetas e plateia tornam-se cúmplices uníssonos na participação.(...) As vozes dos slammers nos fazem crer que não estamos sozinhos", escreve Alcalde. O Slam Capão foi a comunidade vencedora desta edição e o prêmio incluiu a publicação deste livro.

O livro reúne onze poetas e três textos para cada. Antes de cada texto, o leitor é apresentado ao poeta por meio de breve biografia sempre seguida por retrato do poeta. Dos onze poetas do livro, oito são mulheres. Além dos paulistanos, alguns tem origem em outros estados como Minas Gerais, Ceará e Rio de Janeiro.

O tempo do poema falado conta para a apresentação do poeta durante cada etapa do slam. Assim, é possível perceber também a presença do tempo no poema escrito. Nesta versão dos poemas falados, tempo e ritmo atuam no subconsciente do leitor, principalmente para quem já ouviu ou testemunhou algum destes poemas declamados - anunciados ou falados - pelo próprio autor. Escritos, o poemas apresentam formas da prosa com parágrafos bem definidos e da poesia com tradicionais conjunto de versos. Em comum, a primeira pessoa como sujeito das narrativas.

No posfácio, a trabalhadora da cultura Priscila Mastro escreve: "Este livro é da quebrada, mas é a resposta de que a quebrada não está pegando caco de nada, ela está buscando de volta toda referência negada, todo ouro roubado, toda a história que tentaram apagar. O futuro certamente lerá esse livro e saberá porque a história mudou no meio do caminho, muito tempo depois da invasão do Brasil".

O livro foi publicado com apoio da Ação Educativa/Estéticas das Periferias - 2019, Poiesis, Casa das Rosas e Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, e editado pela Cosmos.

Acompanha o exemplar que tenho em mão um poster lambe lambe com a mensagem afirmativa "Eu amo slam". Nada mais sugestivo!

Livro: "Favela em Ação", 168 páginas
Gênero: Poesia
Autor: Slam Capão (org.)
Editora: Cosmos, 2020
Contato: cosmos@editoracosmos.com.br
Sítio: www.editoracosmos.com.br

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Livro, leitura, literatura e bibliotecas para derrotar o fascismo

Se ligaí! 

Nesta terça (20), às 19h, vem dialogar com a gente na página do facebook ABC Contra o Golpe sobre como o livro, a leitura, a literatura e as bibliotecas podem derrotar o fascismo canarinho que assola o país. 

Compartilhe e participe com a gente!
 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Em SP, Sarau Alobrasil promete noite de poesia e rap no Belém

Se ligaí! 

Nesta quinta (13), às 19h, sou o convidado para a última edição do ano do Sarau alobrasil na EP Musical TV - A casa oficial da Música em SP, localizada na Rua Irmã Carolina, nº 512, a cinco minutos do metrô Belém. 

Além de poemas declamados, terá a apresentação do rapper Mohamad. 

Participe, crianças são bem vindas. 

Nos vemos lá!

domingo, 4 de novembro de 2018

Em SP, "Sarau como resistência" é tema de encontro na 11ª Mostra Cultural da Cooperifa

Se ligaí! Neste domingo (4), às 16h, participo da 11ª Mostra Cultural Da Cooperifa (Clique!) no encontro "SARAU COMO RESISTÊNCIA", com as poetisas Raquel Almeida, co-fundadora do Coletivo Literário Sarau Elo da Corrente e Débora Garcia, idealizadora do coletivo Sarau das Pretas, na Fábrica de Cultura Jd São Luis (R. Antônio Ramos Rosa, 651, Jardim São Luís, zona sul). Confira a programação completa e participe deste respiro de diálogos e culturas democráticas na periferia de SP!

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Programa Ritmo e Poesia revê obra do poeta e músico Gil Scott-Heron

Se ligaí!

Nesta sexta-feira, dia 31, às 14h30, tem mais uma edição ao vivo do programa Ritmo e Poesia - Música e Literatura na Web pela EP Musical TV.

Nesta edição, vamos rever parte da obra do poeta, escritor e músico afro-americano Gil Scott-Heron.

Não perca os sorteios e dicas culturais do programa.

Assista o programa pelos links www.epmusicaltv.com.br (clique!) ou www.dailymotion.com/epmusicaltv (clique!)

Nos vemos lá!

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

EP Musical TV estreia programa Ritmo e Poesia - Música e Literatura na Web





 














Se ligaí! 
 
Nesta sexta-feira, dia 17, às 14h30, estreia o programa Ritmo e Poesia - Música e Literatura na Web pela EP Musical TV

O programa de estreia abordará o livro "A rima denuncia", do rapper GOG. Além da abordagem sobre o livro, faixas dos discos do rapper de Brasília serão veiculadas durante a programação. 

Não perca também as dicas culturais que fecharão o programa de estreia. 

Assista o programa clicando aqui ou aqui

Nos vemos lá!

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Em julho, Sarau Perifatividade convida Gaspar Z'África Brasil, Dj Zambol e MC Panela

Se ligaí! 

Neste sábado, dia 28, a partir das 18h, tem Sarau Perifatividade convida: DJ Zambol e Gaspar! (CLIQUE!). 

Na programação: lançamento do livro "O Nômade", seguido de apresentação de Gaspar ZAfrica Brasil (Z'África Brasil). Exibição do vídeo clipe "Histórias", do rapper MC Panela. Apresentação de Dj Zambol (Encontro das Tribos). A discotecagem de abertura é do DJ Ruivo Lopes. 

Durante todo o sarau terá comidas e bebidas produzidos na região. 

O sarau acontece no Círculo de Cultura Perifatividade, na Rua Dr. Benedito Tolosa, nº 729, Parque Bristol, zona sul de SP. GRÁTIS. 

Compartilhe, convide amig@s e participe!


segunda-feira, 16 de julho de 2018

Escritora Cidinha Da Silva lança novo livro em SP

 Se ligaí! 

Nesta terça, dia 17, às 19h, na Ação Educativa (Rua General Jardim, nº 660, Vila Buarque, região central de SP), a escritora Cidinha Da Silva lança, conversa e autografa seu esperado "O homem azul do deserto", novo livro de crônicas da autora. 

O livro será comentado pelo poeta Ni Brisant (Nivaldo Brito Dos Santos), Carine Souza, bibliotecária e cofundadora do Coletivo Mulheres Negras na Biblioteca; Bebel Nepomuceno, pesquisadora e professora visitante da UFABC e de Ruivo Lopes, poeta e educador popular. 

Convide amig@s e confirme sua presença aqui!

quinta-feira, 15 de março de 2018

Em SP, Mostra de Literatura Negra terá feira de livros com editoras especializadas e discotecagem


A Ciclo Contínuo Editorial realizará a Mostra de Literatura Negra em São Paulo entre os dias 16 e 18 de março. 

O evento contará com uma homenagem à Francisco Paula Brito, editor, jornalista e escritor brasileiro nascido e falecido no Rio de Janeiro, onde viveu de 1809 a 1861. 

Durante os três dias ocorrerão mesas de debate e oficinas com destacada(o)s pesquisadora(e)s e escritora(e)s ligada(o)s à Literatura Negro Brasileira, que abordarão as múltiplas formas de expressão desta vertente que se firma na Literatura Brasileira.
 
No corredor da Galeria Olido será montado a feira de livros com as principais editoras Negras brasileira e a discotecagem com o pesquisador musical e DJ Ruivo Lopes.  

Confira a programação completa AQUI!

Curadoria: Marciano Ventura
Equipe Produção: Leonardo Bento, Luciana Barrozo, Clodoaldo Paiva, Silvio Shina, Romulo dos Santos
Comunicação: Alma Preta

Essa atividade conta com o patrocínio do Programa Vai/SMC. Parceria e apoio: Centro Cultural Olido/Secretaria Municipal de Cultura - São Paulo | Alma Preta | Sá Menina | Clube Negrita de Leitura/Malokearô

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Literatura e Direitos Humanos na 3ª FLICT - Festa Literária de Cidade Tiradentes


Se ligaí!

Aconteceu na última quarta (27), no Centro de Formação Cultural de Cidade Tiradentes, o diálogo sobre práticas de mediações de leituras durante a 3ª FLICT Festa Literária de Cidade Tiradentes. Fiz uma abordagem sobre experiências literárias na defesa dos direitos humanos para uma turma de educador@s e estudantes de escolas públicas da região.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Nada de novo em SP

Nada de novo... | O Portal G1 conversou com profissionais que conhecem e vivem o dia a dia das bibliotecas da cidade de São Paulo sobre cada proposta do programa [Biblioteca Viva da atual gestão municipal]. Todos afirmaram que, das nove propostas [wi-fi gratuito em todas as unidades; mapeamento do acervo; exposição de livros pela capa ao invés das lombadas; programação artística nas bibliotecas, como dança, teatro e música; reorganização do acervo; cursos de atualização para as equipes; apadrinhamento das bibliotecas por autores consagrados; saraus nas unidades; ampliação do horário de atendimento], sete já estão implantadas na capital paulista [em gestões anteriores]. Confira a reportagem na íntegra: https://goo.gl/vjqY0r!

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Hoje, em SP, Sarau da Ocupa por "Nenhuma ocupação a menos"

Se ligaí! 

Acontece hoje, quinta, dia 13, às 20h, o Sarau da Ocupa edição especial "Nenhuma ocupação a menos", na Ocupação São João, Avenida São João, nº 588 (próximo a Galeria Olido).

Não esqueça a sua letra, poesia, rima ou ideia.

Em noite de Sarau, um banquete de livros é servido e fica sempre a disposição.

Pode somar porque é tudo gente da gente, é tudo gente como a gente.

Participe, crianças são bem vindas e convide amig@s!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Em SP, escritora Cidinha da Silva lança novo livro de crônicas #PAREMDENOSMATAR


Se ligaí! 

Nesta sexta, dia 10, às 19h, no espaço Aparelha Luzia (Rua Apa, nº 78, Campos Elíseos, próximo a estação Santa Cecília do Metrô, região central de SP), a escritora Cidinha Da Silva volta a cidade para lançar seu mais novo e contundente livro de crônicas "#PAREMDENOSMARAT!" (Editora Ijumaa, 2016). 

Nas mais de 70 crônicas reunidas no livro, Cidinha passa a limpo o Brasil que insiste anular a humanidade de homens e mulheres negras, registrando com raro estilo e critica acontecimentos perversamente normalizados pelo racismo neste século XXI. 

Confirme presença, compartilhe e participe!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Leiaí, "O Alien da Linha Azul", novo livro de poesia de Willian Delarte

O Alien da Linha Azul (poesia)Leiaí | Embora lançado em 2016, "O Alien da Linha Azul", lançado pela Edições Incendiárias, do poeta e contista do bairro Brasilândia, zona norte de São Paulo, Willian Delarte, abre minha dica de leitura deste ano.

Dividido em duas partes, "A margem é o eixo de tudo" e "Periferia é o centro do mundo", o livro registra mais de 60 poemas e aforismos de cunho social imersos na paisagem do autor.

O livro trás ainda, nas orelhas e contracapa, comentários de um time de escritores e agentes culturais abordando o livro e contribuindo para traçar o perfil do autor.

Para a ocasião, escrevi:

"Se poesia é síntese, Willian Delarte a faz com maestria. Os poemas reunidos em O Alien da Linha Azul traz novamente o poeta para o que parece ser sua vocação, a poesia. Poemas urbanos. Do busão pra Brasa, do Alemão pra Rocinha, de Gramacho, da Santa Cecília pra Palestina - em pedaços. São registros de personagens: Amarildo, Estamira, Madiba, sem esquecer os anônimos 'sem qualquer misericórdia'. O autor confessa que 'poetas ganham da madrugada o que se perde em vários meses'. Taí a pista dada pelo poeta, já que poesia não se ensina. Siga-a!"

Recomendo a leitura!

Livro: “O Alien da Linha Azul ", 116 páginas
Gênero: Poesia
Autor: Willian Delarte
Editora: Edições Incendiárias, 2016
Contato: (11) 96609-8994
Facebook: Willian Delarte
Blog: www.williandelarte.blogspot.com.br

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Abrimos caminhos para uma São Paulo melhor


Abrimos caminhos para uma São Paulo melhor

Entre os anos de 2014 e 2015, participei do Grupo de Trabalho que elaborou o Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas de São Paulo. Formado por representantes da sociedade civil, especialistas, do Executivo e Legislativo municipais, o GT foi responsável por elaborar o primeiro Plano desta natureza na cidade de São Paulo. Depois de elaborado, o PMLLLB foi instituído pela Lei nº 16.333, na Câmara Municipal, pelo vereador Antonio Donato (PT), e sancionado pelo prefeito Fernando Haddad (PT) em dezembro de 2015. De responsabilidade executiva da Secretaria Municipal de Cultura e da Secretaria Municipal de Educação, o PMLLLB foi elaborado em um processo participativo, democrático e popular.

Dos princípios fundamentais do PMLLLB que definimos, destaco: “o reconhecimento à leitura como direito humano, a compreensão de sua natureza formativa e o incentivo à imaginação, à criação e à educação literária”; “o estímulo à bibliodiversidade, em todas as suas formas”; “a defesa e a promoção da diversidade cultural, de gênero, étnico-racial, política e de pensamento”; “o reconhecimento às tradições escritas e orais”; e finalmente, “a leitura e a escrita como meios fundamentais de produção, reflexão e difusão da cultura, da informação e do conhecimento”.

Princípios que orientam os objetivos do PMLLLB, dos quais destaco: “tornar São Paulo uma cidade leitora de expressiva produção literária, com políticas concretas e equipamentos condizentes e presentes em todas as regiões”; e “promover e fomentar a literatura não-hegemônica, a literatura marginal periférica e a literatura de mulheres, negros e LGBT”.

Para assegurar que os programas, projetos, aprimoramentos, ações, iniciativas e investimentos nas áreas específicas do PMLLLB se tornassem realidade, inserimos na Lei um conjunto de metas de curto, médio e longo prazo nos seguintes eixos que estruturam o Plano: “democratização do acesso”; “fomento à leitura e à formação de mediadores”; “valorização institucional da leitura e incremento de seu valor simbólico”; “desenvolvimento da economia do livro”; e por fim, “literatura”.

Pois bem, em 2016, fui convidado para coordenar a Divisão de Programação Cultural do Sistema Municipal de Bibliotecas (SMB) de São Paulo. Aceitei o convite porque, comprometido com os princípios, objetivos e metas do PMLLLB, eu poderia contribuir para que a programação cultural do SMB, o maior da América Latina com unidades e serviços presentes em todas as regiões da Cidade, pudesse expressar o que havíamos previsto no Plano, agora, não mais como ações isoladas, mas articuladas como política pública para potencializar ações nas áreas do livro, leitura, literatura e bibliotecas em São Paulo.

Para orientar meu trabalho, recebi da coordenação do SMB diretrizes que foram inspiradas pelo PMLLLB, das quais destaco:

“O eixo norteador das ações em 2016 será o da mediação de leituras. Pode ser leitura do mundo como dizia Paulo Freire ou de leitura literária como a promovida pela Coordenadoria do Sistema Municipal de Bibliotecas (CSMB) ao longo dos últimos anos. (...) Deve propiciar a construção e a reelaboração de significados, a reflexão e a inclusão, a formação de sujeitos críticos, a troca de experiências e o convívio social.”;

“É fundamental a aproximação da Biblioteca com seu território refletida na formação, no desenvolvimento do acervo, na democratização do acesso, na oferta de programação e no trabalho em rede com outros espaços de leitura e de manifestações culturais.”;

E por fim:

“As ações devem sempre considerar que a CSMB integra uma rede de instituições públicas culturais, educacionais, de direitos humanos, etc que podem e devem ser parceiras e empoderadoras de nossos objetivos.”

Tendo como base o PMLLLB e as diretrizes de trabalho do SMB para 2016, coordenei a Divisão de Programação Cultural amparado no tripé “Territorialização da programação cultural”; “Promoção da diversidade cultural” e “Formação cultural”.

Foi baseado neste tripé que a Divisão de Programação Cultural do SMB planejou e investiu os recursos reservados a programação cultural das bibliotecas públicas municipais. Vou apresentar alguns destaques da programação cultural promovida pela Divisão.

Começo pelo investimento na iniciativa Bibliotecas em Ação, programações definidas pelas próprias bibliotecas e articuladas com artistas locais, que em 2016 mais que triplicou.

Além das apresentações nas bibliotecas, os 22 saraus que participam do programa “Literatura Periférica: Veia e Ventania nas bibliotecas de São Paulo”, também se apresentaram todos os dias na 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação.

Com presença negra, indígena e de mulheres, foi realizada a 12ª edição do Festival “A arte de contar histórias”, 11ª edição do Fanzines nas Zonas de Sampa e mais uma edição do Agosto Caipira, dedicada a cultura popular paulista.

Foram realizadas também dezenas de cursos, oficinas e outras programações culturais de caráter formativo, como o curso de Contadores de Histórias, os encontros com autores em parceria com a editora Boitempo e os encontros promovidos pelo coletivo “Terça Afro” e o “Contextura Negra”, ambos dedicados a produção cultural africana, afro-brasileira e negra, também tiveram espaço na programação cultural das bibliotecas.

Fomos parceiros de importantes iniciativas dedicadas ao livro, leitura e literatura na Cidade e que realizamos nas bibliotecas, das quais destaco a 2ª FELIZS (Feira Literária da Zona Sul), organizada pelo Sarau do Binho; a 2ª FLICT (Festa Literária de Cidade Tiradentes), organizado pelo Centro de Formação Cultural de Cidade Tiradentes e em colaboração com a Biblioteca Comunitária Solano Trindade; o 7º Festival do Livro e Literatura de São Miguel Paulista, organizado pela Fundação Tide Setubal; da 11ª Balada Literária; 6ª Estéticas das Periferias, organizado pela Ação Educativa; edição “Livro” do Festival do Minuto, etc.

Dezenas de outras programações foram realizadas pelas próprias equipes do SMB, e outras tantas programações foram realizadas em incríveis parcerias com escritores/as que promoveram encontros literários nas bibliotecas públicas municipais.

Além disso, assinamos compromissos com os mais diversos coletivos culturais de São Paulo para, caso fossem aprovados em editais públicos de fomento, realizassem ações de natureza artística nas bibliotecas públicas municipais em 2017. Dentre elas, uma iniciativa incrível de contação de histórias que promove a diversidade LGBT. 

Em resumo, a Divisão de Programação Cultural do SMB promoveu a distribuição da programação cultural considerando os mais diversos territórios da Cidade onde há bibliotecas e serviços vinculados como Pontos de Leitura e Bosques de Leitura, promovendo a diversidade cultural e estimulando a formação cultural de público. Não tivemos tempo para fazer tudo o que queríamos, mas também não foi pouco o que fizemos!

Abrimos caminhos, criamos as condições necessárias para uma Cidade leitora. O mais importante é que São Paulo conta hoje com uma política pública consistente e exclusiva para o livro, leitura, literatura e bibliotecas. Na Divisão de Programação Cultural do SMB da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de São Paulo, experimentamos, ousamos e vencemos inúmeros desafios. Não tenho dúvida, sendo parte da gestão pública municipal, dedicado ao bem público como sendo bem comum, fizemos de São Paulo uma Cidade melhor!

Agradeço ao Waltemir Nalles, o Miro, então coordenador do SMB, pelo convite, confiança e apoio necessário para que o trabalho da Divisão de Programação Cultural fosse realizado como havíamos desejado. Agradecimento que estendo a equipe que compõe a Coordenadoria do Sistema Municipal de Bibliotecas. Agradeço especialmente a equipe que coordenei na Divisão, sem a qual eu não teria o que dizer nesta carta. Agradeço a Maria do Rosário, por ter permitido meu ingresso na Secretaria Municipal de Cultura. Agradecimento que estendo a sua equipe na SMC. Agradeço também ao Fernando Haddad por permitir minha segunda contribuição em sua inovadora gestão pública. Em 2013, iniciamos na Cidade o que viria a ser a política de participação social. Haddad abriu caminhos, derrotou a Cidade proibida e criou as condições necessárias para uma São Paulo melhor!

Deixo a coordenação da Divisão de Programação Cultural do SMB, com a certeza de que “sou mais bibliotecas públicas”!

São Paulo, 02 de janeiro de 2017.

Ruivo Lopes, educador e pedagogo.

domingo, 16 de outubro de 2016

Não à PEC 241 e outros escritos e bem ditos


Contra a PEC 241, reforma tributária já! 

A burguesia brasileira bancou a eleição dos representantes dos seus interesses no congresso nacional. O congresso nacional, cumprindo o compromisso com a burguesia que bancou sua eleição, mentiu mais uma vez para o povo brasileiro sobre o retrocesso econômico e social que significa a PEC (Projeto de Emenda Constitucional) 241, que pretende modificar a Constituição de 1988 e piorá-la para trabalhador@s assalariad@s, pobres em geral e dependentes de serviços públicos, especialmente saúde e educação.

Os meios de comunicação dominante, porta vozes da burguesia brasileira, amplificaram a mentira por trás da PEC 241. O povo brasileiro cuja maioria formada por trabalhador@s assalariad@s, pobres em geral, parece anestesiado, indiferente e alheio a tragédia anunciada que congelará recursos públicos fundamentais para os próximos 20 anos. Alguém, em sã consciência, consegue sequer imaginar que país será esse daqui a 20 anos de estagnação de investimentos públicos?

É preciso recuperar a história. Temos a triste lembrança dos anos 1990, durante governos Collor e FHC, crise política, sequestro da poupança, estagnação de salários, nenhum investimento público e social, troca de moeda, privatização do rico patrimônio nacional, aposentados chamados de "vagabundos" pelo presidente de plantão, demissões em massa, empobrecimentos das cidades e uma burguesia que ria a toa diante de tudo isso. A década de 1990 foi uma tragédia para trabalhador@s assalariad@s, pobres em geral e dependentes de serviços públicos.

Agora, a história se repete como farsa. Se o povo brasileiro permitir que essa PEC seja aprovada, estará lançando a próxima geração - seus filhos e filhas - na completa incerteza sobre o futuro. Voltará a corrente que manterá agrilhoada gerações. A cobrança pela crise econômica deve ser para os de cima e jamais para os de baixo. Portanto, recuperar a economia significa em primeiro lugar promover a reforma tributária e cobrar dos ricos a devida conta social do país que os enriquece há gerações!

Freire-ando: há 20 anos! 

"Não posso aceitar como tática do bom combate a política do quanto pior melhor, mas não posso também aceitar, impassível, a política assistencialista que, anestesiando a consciência oprimida, prorroga, 'sine die' - sem data marcada! -, a necessária mudança da sociedade. Não posso proibir que os oprimidos com quem trabalho numa favela votem em candidatos reacionários, mas tenho o dever de adverti-los do erro que cometem, da contradição em que se emaranham. Votar no político reacionário é ajudar na preservação do 'status quo'. Como posso votar, se sou progressista e coerente com minha opção, num candidato em cujo discurso, faiscamente de desamor, anuncia seus projetos racistas?". Paulo Freire, "Ensinar exige a convicção de que a mudança é possível", em "Pedagogia da Autonomia - saberes necessários à prática educativa", Paz e Terra, 1996.

O que fizemos para impedir que Dólar fosse eleito em SP? 

Nunca pensei que apoiar a gestão Fernando Haddad nesta eleição fosse um dever somente do PT e da coligação partidária.

Dado o contexto desta eleição, considerava também um dever das esquerdas, dos de baixo - trabalhador@s, pobres, das periferias -, dos progressistas e pessoas comprometidas com a democracia - nem tão de esquerda assim!

Portanto, não se tratava de apoio incondicional.

Tinha essa consideração - contraditória, confesso! - exatamente porque imaginava que o golpe que galopa arbitrariamente no país pudesse produzir mais indignação e menos pragmatismo neste diverso campo político - e às vezes nem tão político assim.

Mas não. A eleição de Dólar em SP, com apoio incondicional da tríade do mal política-empresarial-midiática sela o golpe na maior, mais populosa e mais rica – e por isso ainda muito desigual - Cidade do País.

Não há dúvida: o golpe venceu em SP.

Antes de brincar de analista político e atribuir que "o inferno são os outros" precisamos nos perguntar: o que fizemos para impedir que Dólar fosse eleito em SP? [Imagem: "O grito", Edvard Munch, 1893, Noruega]

Ruivo Lopes (SMC/CSMB), Miro Nalles (SMC/CSMB), Sheila Coelho (SME) e Ricardo Queiroz (Câmara Municipal) em diálogo com educadoras/es sobre políticas públicas de livro, leitura, literatura e biblioteca durante a FLICT-Festa Literária de Cidade Tiradentes, na Biblioteca de Direitos Humanos Maria Firmina dos Reis, zona leste de SP.

De manhãzinha, na manhãzinha, na UNICID, zona leste de SP, conversando com estudantes sobre leitura e literatura de dentro e de fora da margem com meu chapa Valmir Souza, a convite da professora do curso de letras Isabel Lagedo Pizzingrilli. Foi um prazer, valeu a atenção, os poemas declamados, cada inquietação... só faltou a sombra de uma mangueira!

Crise de identidade 

O campo da esquerda, de fato, não se preparou para este momento.

Confuso, disputa entre si a narrativa, a estratégia, a vaidade e a liderança de um processo ainda sem rumo.

Na incapacidade de incomodar os verdadeiros adversários, prefere jogar pérolas aos porcos ao invés de lavagem.

Além de confuso, parece ter flexibilizado alguns princípios e com isso esquece também da sua própria história, capítulos de "sangue, suor e barricadas".

O monopólio da violência é do Estado e numa sociedade de classes, violentamente desigual, o Estado representa o poder das elites que dele se apropriam, logo a violência dos agentes de Estado representa a violência das elites que o controlam e cujo objetivo maior ainda é a defesa da propriedade privada. Refiro-me aqui não aos bens básicos da classe trabalhadora, mas, sim, ao capital hereditário, marca da sociedade de classes no Brasil.

Parte da esquerda abandona convenientemente suas cartilhas, por isso, alguns se prestam a fazer papel de "inocentes úteis" ao atender os apelos de editorais da imprensa dominante que clamam pela barbárie em praça pública.

É coerente que as policias se curvem aos clamores da barbárie estimuladas pelos seus mandantes nas elites. O que é inaceitável é que parte da esquerda identifique no seu próprio campo o "inimigo comum".

Quando parte da esquerda e a direita convergem no mesmo ponto, é hora da esquerda deitar no divã!

Desobediência civil 

Consumado o golpe, o povo brasileiro se vê transportado para a incerteza dos próximos anos numa locomotiva comandado por aventureiros inconsequentes dispostos a cortar caminho para chegar ao poder.

A irresponsabilidade das elites políticas acaba de lançar o Brasil na completa imprevisibilidade política, econômica e social.

Este país sempre foi dividido, saiu dividido das urnas em 2014 e permanecerá dividido não só pelo voto, mas pelas profundas desigualdades que ainda marcam o país, nossos males de origem estimulados pelas elites ressentidas de um passado nem tão distante assim.

Neste momento, a locomotiva chamada Brasil está em movimento regressivo.

Uma questão histórica se coloca ante o povo brasileiro.

O povo brasileiro terá a árdua tarefa de livrar-se dos golpistas no poder e dos igualmente golpistas que sustentam os golpistas no poder, e retomar os rumos desta locomotiva.

A locomotiva Brasil foi desviada do seu rumo histórico. Mais do que lembrá-los todos os dias de que são golpistas - nas ruas, nos bairros, nas cidades, Brasil afora e no exterior -, será preciso combater os golpistas todos os dias, de todas as formas necessárias.

A desobediência civil será o princípio da resistência!

Erês | Eu fico com a pureza da resposta das crianças. É a vida, é bonita! [Foto Joao Claudio De Moura Sinto]


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Sucessão de golpes 

O que me preocupa não é o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética..., como dissera Martin Luther King. O que me preocupa é o silêncio e a passividade dos 54.501.118 votos que confirmaram pela segunda vez Dilma Rousseff presidenta do Brasil!

Aconteceu! 

Na Câmara Municipal de São Paulo, o bate-papo "Implementação do Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca 'Lei Antonio Candido' - Projetos de incentivo à leitura e Bibliotecas comunitárias", com José Castilho Marques Neto, ex secretário do Plano Nacional do Livro e Leitura, e diversos agentes que atuam na defesa de políticas públicas para a leitura em São Paulo!

domingo, 19 de junho de 2016

Vencer o medo com imaginação política

A política brasileira vive tempos difíceis. Difíceis porque parece reduzida a capacidade de imaginação política. 

Nossa classe política, irresponsável e inconsequente, lançou o povo brasileiro num mar de incertezas e angustias. Querem nos fazer crer que não há alternativas. 

Se por um lado as elites conservadoras apostam no quanto pior melhor - para elas! -, por outro, os progressistas, contaminados por anos de convivência com os conservadores, tem adotado a estratégia do medo ou a do "não há nada que seja ruim que não possa piorar". Adota-se estratégia conservadora e alheia ao campo progressista. 

De ruim a pior, atrofia-se a capacidade de imaginar alternativas políticas. Esvaziada de imaginação, a política da lugar ao fatalismo e ao autoritarismo conservador e também progressista. 

Pois bem, falo aos progressistas, já que não tenho interlocutores nas elites conservadoras. 

Já disse e insisto, não há mobilização que se sustente apenas com denúncia. A denúncia serve apenas para pintar o atual cenário político do país. Confunde-se o contexto com a dinâmica no contexto. Ao contrário do que alguns possam pensar, não é a denúncia que garante um campo ou unidade de forças, mas sim o anúncio. 

Neste momento, o campo progressista carece de anuncio convincente e alternativo não só ao que está, mas também ao que já estava aí. 

O anúncio esta contido na potência da vontade popular. Portanto, é hora de falar menos ao povo brasileiro e ouvi-lo mais. 

A vida política brasileira está na sua capacidade de reinvenção. Reinventar a política significa experimentar e só experimenta quem não tem medo. 

O pragmatismo alienante da política brasileira nos levou a beira de um precipício. Voltar pode até ser uma saída segura, mas não menos conservadora. 

Alinho-me aos que preferem pensar, experimentar e construir, sem medo, um caminho possível para o outro lado!


Opinião pública explícita:
 
 [Foto: Ruivo Lopes, SP, 2016]


Quem paga o bando escolhe a música

Bens x bem | Faz sentido empresas capitalistas doar dinheiro para políticos de direita comprometidos com os bens privados. O que não consigo entender é o que faz empresas capitalistas doar dinheiro - legalmente ou não, pouco importa - para políticos de esquerda comprometidos com o bem comum!

Bem x bens | Faz sentido políticos de esquerda comprometidos com o bem comum negar doações de empresas capitalistas comprometidas com políticos de direita defensores dos bens privados. O que não consigo entender é o que faz empresas capitalistas comprometidas com políticos de direita defensores dos bens privados querer doar dinheiro para políticos de esquerda comprometidos com o bem comum!


África no Brasil

O escritor nigeriano Wole Soyinka, autor de "O leão e a jóia", durante conferência no II Festival Afreaka, na sala Olido, centro de SP!


Livreir@s & Leitor@s

A Passagem Literária da Consolação com a avenida Paulista, região central de SP, é um lugar muito especial para livreir@s e leitor@s. Faça uma visita, ouça boa música, aprecie exposições, selecione um bom livro e bata um papo com a Odete, livreira há muitos anos na Passagem! [Foto: Ruivo Lopes, SP, 2016]