Se ligaí, Santos! | Nesta segunda, dia 30, participo do 3º Fórum de Educação Popular da Baixada Santista, na UNIFESP Baixada Santista unidade Silva Jardim,
nº 136. Confira a programação: "A cultura como formação em Direitos
Humanos" "Café Cultural" e "Educação Popular, Direitos Humanos e Lutas
Sociais". Participe!
domingo, 29 de novembro de 2015
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Em SP, encontro mundial literário discute políticas públicas para o livro e a leitura
Se ligaí! | Começa nesta quinta, a 1º EMIL
- Encontro Mundial da Invenção Literária, realizado em cerca de 35
locais da cidade de São Paulo, entre 25 livrarias e 10 equipamentos
públicos, como centros culturais, bibliotecas públicas e teatros. Na
sexta, dia 13, às 9h, na sala Olido (Av. São João, nº 473, região
central), divido a mesa com Esmeralda Ribeiro, Olivio Jekupe e Ricardo Queiroz
sobre Políticas Públicas para demandas mais que urgentes: subsídios e
desafios para a implementação das Leis 10.639 e 11.645, sobre o ensino
nacional de História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena, e do Plano
Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca. Confira a
programação e participe: http://goo.gl/wj2WrO
Marcadores:
biblioteca,
cultura,
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EMIL,
Encontro Mundial da Invenção Literária,
leitura,
literatura,
livro,
pmlllb,
politicas públicas,
São Paulo,
sp
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Em SP, Congresso Escritores da Periferia debate políticas públicas para literatura
Se ligaí! | Neste sábado acontece o 2º Congresso Escritores da Periferia SP
(clique!), na Fábrica de Cultura do Jardim São Luís (Rua Antônio Ramos,
nº 651, zona sul de SP). Participo do diálogo "A importância de
políticas públicas para Literatura" com Cidinha Da Silva, Ricardo Queiroz, Cazulo e Rogerio Gonzaga. Participe!
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
Literatura periférica ganha espaço fora do circuito de saraus
Slam do Grito, realizado no Sacomã, é um dos 15 torneios de poesia do país
(Crédito: Cinthia Gomes/CBN)
Literatura periférica ganha espaço fora do circuito de saraus
Por Cinthia Gomes/CBN
Livros e autores marginais circulam por todo o Brasil e até outros países, além de começarem a chegar ao sistema de ensino. Novas formas de apresentação, como o slam, uma competição de poesia, têm contribuído para a expansão.
No começo de junho, ocorre a Copa do Mundo de poesia, em Paris. O evento terá a participação de competidores de 24 países, entre eles o Brasil. O mineiro João Paiva venceu o torneio nacional Slam BR no fim de 2014 e se classificou para representar o país. Ele aposta na performance para conquistar os jurados franceses.
O slam foi criado nos Estados Unidos na década de 1980 e chegou ao Brasil há sete anos. Atualmente, existem 15 competições em todo o país. Trata-se de uma apresentação de poemas próprios sem a utilização de acompanhamento musical, cenário ou outros elementos. A interpretação é feita apenas com o uso da voz e do corpo. E já existem diversas modalidades, como explica o organizador do Slam do Grito, Lews Barbosa.
A literatura periférica tem circulado cada vez mais também fora da periferia. No ano passado, os saraus de São Paulo foram convidados para a Feira do Livro de Buenos Aires, na Argentina. O poeta Binho, que organiza um sarau com o nome dele em Taboão da Serra, na Região Metropolitana, participou da viagem.
E, por causa da importância da atuação dos saraus no incentivo à leitura em bairros afastados da região central de São Paulo, o segmento foi incluído nas discussões do Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca. Um dos representantes da literatura periférica na elaboração do plano, o escritor Ruivo Lopes, do coletivo Perifatividade, explica que eles reivindicam maior diversidade de autores e editoras nos livros adquiridos para as bibliotecas públicas.
A expectativa é que o Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca da capital paulista seja finalizado em julho depois da realização de audiências públicas.
No começo de junho, ocorre a Copa do Mundo de poesia, em Paris. O evento terá a participação de competidores de 24 países, entre eles o Brasil. O mineiro João Paiva venceu o torneio nacional Slam BR no fim de 2014 e se classificou para representar o país. Ele aposta na performance para conquistar os jurados franceses.
O slam foi criado nos Estados Unidos na década de 1980 e chegou ao Brasil há sete anos. Atualmente, existem 15 competições em todo o país. Trata-se de uma apresentação de poemas próprios sem a utilização de acompanhamento musical, cenário ou outros elementos. A interpretação é feita apenas com o uso da voz e do corpo. E já existem diversas modalidades, como explica o organizador do Slam do Grito, Lews Barbosa.
A literatura periférica tem circulado cada vez mais também fora da periferia. No ano passado, os saraus de São Paulo foram convidados para a Feira do Livro de Buenos Aires, na Argentina. O poeta Binho, que organiza um sarau com o nome dele em Taboão da Serra, na Região Metropolitana, participou da viagem.
E, por causa da importância da atuação dos saraus no incentivo à leitura em bairros afastados da região central de São Paulo, o segmento foi incluído nas discussões do Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca. Um dos representantes da literatura periférica na elaboração do plano, o escritor Ruivo Lopes, do coletivo Perifatividade, explica que eles reivindicam maior diversidade de autores e editoras nos livros adquiridos para as bibliotecas públicas.
A expectativa é que o Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca da capital paulista seja finalizado em julho depois da realização de audiências públicas.
Leia e ouça as reportagens aqui:
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
Escritor e jornalista Oswaldo de Camargo recebe Título de Cidadão Paulistano da Câmara Municipal de SP
Nesta terça-feira, dia 27, às 19h, a Câmara Municipal de São Paulo (Viaduto Jacareí, nº 100, Salão Nobre 8º andar), pelo mandado do vereador Antonio Donato Madormo (PT), realizará Sessão Solene de entrega do Título de Cidadão Paulistano (clique!) ao escritor e jornalista Oswaldo de Camargo.
Aos 79 anos, Oswaldo de Camargo, além de um dos mais importantes
intelectuais vivos dedicado a literatura produzida por escritores e
escritoras negras, também é visto como “elo
de gerações”, sobretudo a que apareceu na década de 1970 e que está
hoje fortemente atuando nas Letras e na vida social do elemento
afro-brasileiro.
Na ocasião será lançado "Raiz de um Negro Brasileiro:
Esboço Autobiográfico", pela Ciclo Contínuo Editorial, e uma coletânea de poemas e textos em prosa do autor e agora "Cidadão Paulistano" Oswaldo de Camargo.
Participe!
Participe!
terça-feira, 13 de outubro de 2015
Em SP, curso promove a leitura como política pública e direito de cidadania
Se ligaí! Começa nesta quinta (15), o curso gratuito "A leitura como
política pública e direitos de cidadania", promovido pela Escola do Parlamento,
no Auditório da Escola Superior de Gestão e Contas Públicas do TCMSP
(Av. Prof. Ascendino Reis, nº 1130, Vila Clementino, zona sul de SP, Tel. 5080-1387).
A coordenação é do professor José Castilho Marques Neto (MinC/UNESP). Um dos objetivos do curso é apresentar o panorama do processo de formulação
e aprovação do Plano Nacional do Livro e Leitura e do Plano Municipal
do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca.
Na programação: Ruivo Lopes
(integrou o Grupo de Trabalho do PMLLLB), Eliana Lucia Madureira Yunes
(PUC-RJ), Ricardo Queiroz (CMSP), Rodrigo Ciríaco (escritor e professor), Dolores Prades (Instituto Emília), Vandei Oliveira Zé (Tenda Literária), Nabil Bonduki (Secretário Municipal de Cultura), João Luiz Cardoso Taipas Ceccatini (UNESP), Paulo Gabriel Soledade Nacif (SECADI/MEC), Bel Santos Mayer (IBEAC/SP e LiteraSampa), Alexsandro Santos
(CMSP), Dario Ferreira de Sousa Neto (FFLCH/USP), Charlene Kathlen de
Lemos (Centro de Formação Cultural da Cidade Tiradentes), Maria
Aparecida Arias Fernandez (Centro de Cultura Luiz Freire/PE), Rodrigo
Lacerda (Escritor), Ademiro Alves (Escritor).
Inscrições: de 06/10 a 13/10 (ou até o preenchimento das vagas, o que ocorrer primeiro) aqui http://goo.gl/KLIsFT
| 15/outubro | ||
| 19h – 21h | Mesa I – O PNLL e as políticas públicas de livro, leitura, literatura e bibliotecas no Brasil. |
|
| 16/outubro | ||
| 9h30 – 11h30 | Mesa II – O PMLLB em São Paulo: Desafios e Possibilidades da Política Urbana para a Leitura |
|
| 13h30 – 15h30 | Mesa III – Democratização do acesso à leitura e o papel da mediação: o que define o acesso, instrumentos e ações contemporâneas. |
|
| 16h – 18h | Mesa IV – O valor simbólico da leitura, seu lugar institucional na Política Pública e a Economia Criativa: a história e a contemporaneidade de múltiplas possibilidades. |
|
| 19h – 21h | Mesa V – Políticas Articuladas de Leitura entre a Educação e a Cultura: história, impasses, desafios, possibilidades. |
|
| 17/outubro | ||
| 9h30 – 11h30 | Mesa VI – Formação de Leitores e as diversidades: A importância da Leitura na afirmação da igualdade nas relações étnico-raciais, nas relações de gênero e das identidades LGBT na metrópole paulistana |
|
| 11h30 – 13h30 | Mesa VII – Biblioteca de Acesso Público e Espaços de Leitura: bibliotecas públicas, escolares, comunitárias: missões e espaços múltiplos de leitura, o que permanece no mundo digital? |
|
| 14h30 – 16h30 | Mesa VIII – A leitura Literária como principal formadora de leitores plenos: literaturas clássicas e contemporâneas, a literatura periférica das metrópoles, o papel do escritor. |
|
Participe e veja como é fácil chegar: https://goo.gl/maps/LZgPMRkyNyD2
domingo, 4 de outubro de 2015
Em SP, Espaço de Leitura promove Fórum temático "Ler é possível" para profissionais da educação
O Espaço de Leitura do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo promove a terceira edição de seu Fórum
orientado pelo tema “Ler é possível - Sobre pedras, percursos e
potências na educação”. Voltado para educadores e profissionais de
educação, serão dois dias de conversas sobre as possibilidades de
leitura de temas difíceis do cotidiano de professores, alunos e escolas.
O encontro acontece nos dias 7 e 8 de outubro (quarta e quinta-feira), no Auditório Paulinho Nogueira e no próprio Espaço de Leitura, ambos localizados no Parque da Água Branca
(entradas pela Rua Ministro Godói, nº 180 ou pela Avenida Francisco
Matarazzo, nº 455, Perdizes, próximo ao metrô da Barra Funda).
Na
programação, Ateliês de escrita - Uma leitura possível precede uma
escrita possível; Conversa aberta - Não existe um mundo para criança e
um mundo para o adulto; Pisoteada, a grama se torna um caminho: sobre a
necessidade de dar o primeiro passo, por mais difícil que seja, com
exibição de vídeo do escritor italiano Roberto Saviano, leituras de
poemas que dialogam com as temáticas suscitadas pelo vídeo; O chão da
escola - conversa aberta sobre temas que circundam o vídeo e livro de
Roberto Saviano; Textos silenciados: conversa sobre a existência das
minorias; Temas proibidos para crianças; e muito mais!
No dia 8, às 15h, o poeta e educador Ruivo Lopes promoverá leitura livre e viva de poemas com quem participou do Fórum.
Clique para conferir a programação completa!
A participação nas atividades do Fórum são gratuitas!
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Em SP, Seminário promove debate sobre Participação Social em Festival de Curtas de Direitos Humanos
A FESPSP (Faculdade Escola de Sociologia e Política de São Paulo), junto ao seu Núcleo de Diretos Humanos e o Cineclube Dacy Ribeiro, promove, entre os dias 5 e 8 de outubro, o Festival de Curtas de Direitos Humanos Entretodos FESPSP. Na programação (clique!), exibição de filmes acompanhadas dos debates temáticos: "Violência Urbana", "Participação Social" e "Diretos à cidade".
No dia 6 de outubro, terça-feira, às 17h, o educador e ativista Ruivo Lopes participa da mesa Participação Social com historiadora Isabel Fontana e Roseli Coelho, professora de sociologia e política da FESPSP.

Na ocasião serão exibido os curtas "No devagar depressa dos tempos", de Eliza Capa (25 min.), "Artigo II", de Lê Gozze (4 min.), "O herói da carruagem mágica", de Phillipe Bertrand (15 min.), e "Retrato nº 1, povo acordado e suas 1000 bandeiras", de Edu Yatri Ioschpe (5 min.).
A programação, que faz parte do Festival Entretodos 2015, encerrará com a exibição de um filme da mostra competitiva desta edição.
O evento é gratuito e compõe a programação do Seminário São Paulo: A cidade e seus Desafios e acontecerá na sala 33 da FESPSP, na Rua General Jardim, nº 522, na Vila Buarque, região central de São Paulo.
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
Leiaí, "O vendedor de travesseiros", o novo livro de poesia de Emerson Alcalde
Leiaí! | Emerson Alcalde está de volta com "O vendedor de travesseiros" (Edições Maloqueirista, 2015), seu mais recente livro de poesias. Alcalde é conhecido dos circuito de saraus de São Paulo, principalmente dos slams (competição de poesia falada), sendo ele próprio um slammaster do Slam da Guilhermina, que acontece mensalmente na zona leste da Cidade. Na poesia, Alcalde estreou com "(A) Massa" (2011), cuja última edição foi bilíngue português/espanhol, tendo participado também de antologias poéticas da cena de saraus de São Paulo.
Em "O vendedor de travesseiros", Alcalde apresenta o que parece suas novas incursões poéticas sem perder laços com a poesia ora falada ora ritmada, mas também "hermética", próximas de uma "exposição contemporânea que só tem riscos". A performance, que marca as apresentações da poesia falada de Alcalde, são difíceis de serem captadas na versão escrita, daí a surpresa ao ouvir o poeta ao vivo.
O livro reúne poemas inéditos, e outros feitos para espetáculos teatrais e para o disco "Entre" do rapper paulistano Kamau, responsável pela texto da orelha do livro. "O jeito como ele joga com as palavras se assimila a malabares", diz o rapper paulistano. A atriz-MC Roberta Estrela D'alva, slammaster do ZAP! Slam, assina o prefácio no qual afirma sobre a poética de Alcalde: "As palavras perfomam, clamam pela cena e os devaneios pousam em nossas mentes ao penetrarmos no seu universo, que neste novo trabalho vem carregado de imagens oníricas e surrealistas (...)".
O livro tem o formato de bolso, tradicional das Edições Maloqueiristas.
Recomendo a leitura!
Livro: “O vendedor de travesseiors", 71 páginas
Gênero: Poesia
Autor: Emerson Alcalde
Editora: Edições Maloqueiristas, 2015
Contato: emersonalcalde@hotmail.com
Facebook: Emerson Alcalde de Jesus
Blog: www.emersonalcalde.blogspot.com.br
Gênero: Poesia
Autor: Emerson Alcalde
Editora: Edições Maloqueiristas, 2015
Contato: emersonalcalde@hotmail.com
Facebook: Emerson Alcalde de Jesus
Blog: www.emersonalcalde.blogspot.com.br
domingo, 20 de setembro de 2015
Em Santo André, Coletivos e Pontos de Cultura debatem Livro, Leitura e Movimentos Culturais
Se ligaí! | Nesta segunda, dia 21, às 20h, os Coletivos e Pontos de
Cultura convidam para o Debate sobre Livro e Leitura e Movimentos
Culturais no Gambalaia Espaço de Artes, na Rua das Monções, nº 1018, Santo André (SP) - veja como é fácil chegar: https://goo.gl/maps/PNKoE3eGQAR2.
Na roda, a experiência paulistana na elaboração do Plano Municipal do
Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca e a emergência dos movimentos
culturais na conjuntura social e política brasileira. Compartilhe e
participe!
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
São Paulo tem inédita Feira Literária na Zona Sul
Se ligaí! | É um momento muito propício para a vida literária na cidade de São Paulo. Exemplo disso é a inédita Felizs - Feira Literária da Zona Sul, iniciativa do Sarau do Binho
& parceiros. A programação está espalhada em diversos espaços do
Campo Limpo e região e tem lançamento de livro, apresentações musicais,
conversas literárias, saraus, exposição, oficinas, etc.
No dia 19, a
partir das 13h, na Praça do Campo Limpo, participo da conversa literária
"Mercado editorial, mídias alternativas e o Plano Municipal do Livro e
Leitura de São Paulo" com Daniel Minchoni (Selo Burro), Berimba Jesus (Edições Maloqueirista), Elizandra Souza (Selo Mjiba), Haroldo Ceravolo (Opera Mundi) e Ricardo Queiroz (ECA/USP e assessor parlamentar para o livro e leitura). Confira a programação completa e participe: www.felizs.com.br
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
"Líquido estranho", um poema amargo
Líquido estranho
Nas ruas mais pobres da cidade
escorre um líquido estranho
na calçada, sarjeta e terra batida
Se no vento da noite, coagula... Se no calor do dia, resseca
O líquido que jorra de orifícios negros
deixa sua mancha vermelha por onde passa.
Cena débil nas ruas mais pobres da cidade
corpos caídos, olhos semi-abertos e bocas secas
O cheiro de pólvora perfuma o ar
e o odor de carne atingida a queima roupa
sufoca a garganta.
O líquido vermelho mata a sede dos carrascos
e banha em lágrimas o pranto dos aflitos.
Eis um líquido para que o vento coagule
Pra que os urubus observem, pra que a chuva apague
Pra que o sol resseque, pra que o chão suporte
Eis um estranho e amargo líquido.
Ruivo Lopes
domingo, 13 de setembro de 2015
O incentivo à leitura como política pública em SP

Distribuição de livros no Terminal Campo Limpo, zona sul de SP (Foto: Sarau do Binho)
O incentivo à leitura como política pública
Por Cristiane Gomes
Aprovado em 2011, o Plano Nacional do Livro e Leitura prevê que estados e municípios elaborem suas próprias políticas para a área; capital paulista está prestes a aprovar o seu.
A importância do conhecimento para a construção de uma sociedade verdadeiramente democrática e justa é algo que ninguém pode questionar. E nesta tarefa, o livro tem papel de protagonista. Por isso, se faz fundamental a existência de políticas públicas de incentivo à leitura e à manutenção de bibliotecas que, aliadas à educação e a cultura, possam fazer a diferença. Neste sentido, o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) foi instituído em 2011 pela presidenta Dilma Rousseff, como uma política de Estado cujo objetivo é nortear, de forma orgânica, políticas, programas, projetos e ações continuadas desenvolvidos no âmbito de ministérios – em particular os da Cultura e da Educação – governos estaduais e municipais, empresas públicas e privadas, organizações da sociedade e, em especial, todos os setores interessados no tema. O PNLL foi fruto de um amplo debate realizado em todo o país, envolvendo representantes de toda a rede produtiva do livro.
Como desdobramento do PNLL, os municípios e estados brasileiros tem a responsabilidade de produzir seus próprios planos. No que se refere ao estado de São Paulo, governado há 20 anos por um partido inimigo da educação (basta constatarmos a precária condição da rede estadual de ensino que teve como desdobramento a mais longa greve realizada pelos professores no começo de 2015), a questão está complicada. Diversos cortes do orçamento para a compra de livros para escolas do estado foram realizadas recentemente. “O Estado de São Paulo é refém de uma política cultural e educacional atrelada a objetivos pouco transparentes. Sabemos que revistas periódicas de baixíssima qualidade recebem dinheiro num volume espantoso, por meio de milhares de assinaturas, mas os recursos para aquisição de livros são baixos e, digamos, pouco democráticos pois priorizam apenas algumas editoras”, afirma Rogério Chaves, Secretário de Comunicação e Formação do SEEL, que destaca que o setor editorial de livros no Brasil tem ainda muito campo para desenvolvimento, mas que o fato dos Estados participarem com pouca intensidade é ruim para todos.
Mas a situação na cidade de São Paulo traz certo respiro e esperança na valorização do livro e da leitura como um dos instrumentos mais eficientes para concentração e difusão do conhecimento. A capital paulista está prestes a aprovar seu Plano Municipal do Livro Leitura Literatura e Bibliotecas, o PMLLLB.
Desde 2012, pessoas atuantes nas áreas da leitura, da literatura e do livro vêm discutindo uma política para o setor e a consequente necessidade de um plano municipal. Em abril de 2014, uma portaria intersecretarial publicada no Diário Oficial do Município constituiu o Grupo de Trabalho (GT) para elaborar o PMLLLB. Este GT foi composto por representantes do Executivo Municipal (Secretarias de Governo, Cultura, Educação e Direitos Humanos), da Câmara Municipal e da Sociedade Civil (ONGs, entidades de classe e militantes da leitura). Desde então, já foram realizados mais de 30 debates setoriais e muitas demandas, como reivindicações, propostas e sugestões para a composição do Plano, vieram desses debates. Em abril deste ano, foram realizadas plenárias públicas com consultas à comunidade das seis regiões da cidade. O processo contou com uma ampla participação de representantes do movimento de literatura periférica da cidade, que conta com um movimento intenso de leitura nos saraus espalhados pelas quebradas paulistanas.
O educador e ativista cultural, Ruivo Lopes, lembra que, desde as iniciativas inovadoras no campo da cultura e educação promovidas pelo escritor Mário de Andrade, no começo do século 20, a cidade de São Paulo é pioneira em ações de acesso da população ao livro. Como a maior herança disso, ele destaca o pioneirismo dos ônibus-bibliotecas que, já na origem, disponibilizavam um acervo móvel mínimo para a população trabalhadora residente nos bairros mais distantes do centro da cidade. “Como tudo no Brasil, essas ações sofreram reveses, algumas acabaram e outras surgiram ao longo dos anos, como a discussão de políticas públicas de incentivo à leitura”, afirma o educador que representou no Grupo de Trabalho sobre a elaboração do PMLLLB, o segmento dos saraus literários espalhados pela cidade.
O PMLLLB da capital paulista inova ao incluir os saraus na elaboração de uma política pública específica que também leve em consideração o papel de formação literária que estes coletivos promovem, principalmente nas periferias da cidade. “É a primeira vez que São Paulo terá uma política pública exclusiva para o livro e a leitura, que promova a bibliodiversidade, reunindo todas as iniciativas já existentes, ampliando e melhorando o acesso, a produção, a mediação, equipamentos e a formação de público leitor. São Paulo não pode desperdiçar essa oportunidade de se tornar uma cidade leitora!”, conta Ruivo Lopes com entusiasmo.
“Nunca se erra quando se investe em ampliar o acesso ao conhecimento. O povo lê, sim, diferente do que o senso comum costuma repercutir. Tanto lê que a experiência dos jornais impressos gratuitos superam barbaramente as tiragens dos jornais convencionais. A experiência das bibliotecas comunitárias populares e do ônibus-biblioteca revelam êxito na ampliação do alcance”, acredita Rogério Chaves, Secretário de Comunicação e Formação do SEEL. A expectativa é que o PMLLLB seja discutido e votado pelos vereadores da Câmara Municipal em setembro.
Para nossa categoria, cerca de oito mil trabalhadores e trabalhadoras em todo o estado de São Paulo, a existência de uma política como o PMLLLB, além de trazer a alegria de contribuir com o cumprimento da função social do livro, se traduz também em melhores salários e condições de trabalho: mais livros produzidos, mais livros lidos. Claro que muitos desafios se apresentam, porém, eles existem justamente para serem superados. O Secretário de Comunicação e Formação do SEEL, Rogério Chaves destaca entre as prioridades de um plano como este, o aumento de tiragens e do investimento na distribuição nacional, valorização da bibliodiversidade e seus autores nativos, e a consequente redução do preço final do livro, para incentivar a leitura dos brasileiros. “Sabemos que em relação ao livro, a economia da cultura se faz com a associação de muitos elementos, entre autores, casas publicadoras, gráficas, papeleiros, distribuidoras, livrarias, bibliotecas, escolas, entre outros, mas fundamentalmente, com a relação primária do capital e da força de trabalho. E esta, a força-de-trabalho, quando mais qualificada e valorizada, só faz ampliar os horizontes de toda a sociedade”, afirma o secretário de comunicação e formação do SEEL.
Publicado originalmente em SEEL.
Por Cristiane Gomes
Aprovado em 2011, o Plano Nacional do Livro e Leitura prevê que estados e municípios elaborem suas próprias políticas para a área; capital paulista está prestes a aprovar o seu.
A importância do conhecimento para a construção de uma sociedade verdadeiramente democrática e justa é algo que ninguém pode questionar. E nesta tarefa, o livro tem papel de protagonista. Por isso, se faz fundamental a existência de políticas públicas de incentivo à leitura e à manutenção de bibliotecas que, aliadas à educação e a cultura, possam fazer a diferença. Neste sentido, o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) foi instituído em 2011 pela presidenta Dilma Rousseff, como uma política de Estado cujo objetivo é nortear, de forma orgânica, políticas, programas, projetos e ações continuadas desenvolvidos no âmbito de ministérios – em particular os da Cultura e da Educação – governos estaduais e municipais, empresas públicas e privadas, organizações da sociedade e, em especial, todos os setores interessados no tema. O PNLL foi fruto de um amplo debate realizado em todo o país, envolvendo representantes de toda a rede produtiva do livro.
Como desdobramento do PNLL, os municípios e estados brasileiros tem a responsabilidade de produzir seus próprios planos. No que se refere ao estado de São Paulo, governado há 20 anos por um partido inimigo da educação (basta constatarmos a precária condição da rede estadual de ensino que teve como desdobramento a mais longa greve realizada pelos professores no começo de 2015), a questão está complicada. Diversos cortes do orçamento para a compra de livros para escolas do estado foram realizadas recentemente. “O Estado de São Paulo é refém de uma política cultural e educacional atrelada a objetivos pouco transparentes. Sabemos que revistas periódicas de baixíssima qualidade recebem dinheiro num volume espantoso, por meio de milhares de assinaturas, mas os recursos para aquisição de livros são baixos e, digamos, pouco democráticos pois priorizam apenas algumas editoras”, afirma Rogério Chaves, Secretário de Comunicação e Formação do SEEL, que destaca que o setor editorial de livros no Brasil tem ainda muito campo para desenvolvimento, mas que o fato dos Estados participarem com pouca intensidade é ruim para todos.
Mas a situação na cidade de São Paulo traz certo respiro e esperança na valorização do livro e da leitura como um dos instrumentos mais eficientes para concentração e difusão do conhecimento. A capital paulista está prestes a aprovar seu Plano Municipal do Livro Leitura Literatura e Bibliotecas, o PMLLLB.
Desde 2012, pessoas atuantes nas áreas da leitura, da literatura e do livro vêm discutindo uma política para o setor e a consequente necessidade de um plano municipal. Em abril de 2014, uma portaria intersecretarial publicada no Diário Oficial do Município constituiu o Grupo de Trabalho (GT) para elaborar o PMLLLB. Este GT foi composto por representantes do Executivo Municipal (Secretarias de Governo, Cultura, Educação e Direitos Humanos), da Câmara Municipal e da Sociedade Civil (ONGs, entidades de classe e militantes da leitura). Desde então, já foram realizados mais de 30 debates setoriais e muitas demandas, como reivindicações, propostas e sugestões para a composição do Plano, vieram desses debates. Em abril deste ano, foram realizadas plenárias públicas com consultas à comunidade das seis regiões da cidade. O processo contou com uma ampla participação de representantes do movimento de literatura periférica da cidade, que conta com um movimento intenso de leitura nos saraus espalhados pelas quebradas paulistanas.
O educador e ativista cultural, Ruivo Lopes, lembra que, desde as iniciativas inovadoras no campo da cultura e educação promovidas pelo escritor Mário de Andrade, no começo do século 20, a cidade de São Paulo é pioneira em ações de acesso da população ao livro. Como a maior herança disso, ele destaca o pioneirismo dos ônibus-bibliotecas que, já na origem, disponibilizavam um acervo móvel mínimo para a população trabalhadora residente nos bairros mais distantes do centro da cidade. “Como tudo no Brasil, essas ações sofreram reveses, algumas acabaram e outras surgiram ao longo dos anos, como a discussão de políticas públicas de incentivo à leitura”, afirma o educador que representou no Grupo de Trabalho sobre a elaboração do PMLLLB, o segmento dos saraus literários espalhados pela cidade.
O PMLLLB da capital paulista inova ao incluir os saraus na elaboração de uma política pública específica que também leve em consideração o papel de formação literária que estes coletivos promovem, principalmente nas periferias da cidade. “É a primeira vez que São Paulo terá uma política pública exclusiva para o livro e a leitura, que promova a bibliodiversidade, reunindo todas as iniciativas já existentes, ampliando e melhorando o acesso, a produção, a mediação, equipamentos e a formação de público leitor. São Paulo não pode desperdiçar essa oportunidade de se tornar uma cidade leitora!”, conta Ruivo Lopes com entusiasmo.
“Nunca se erra quando se investe em ampliar o acesso ao conhecimento. O povo lê, sim, diferente do que o senso comum costuma repercutir. Tanto lê que a experiência dos jornais impressos gratuitos superam barbaramente as tiragens dos jornais convencionais. A experiência das bibliotecas comunitárias populares e do ônibus-biblioteca revelam êxito na ampliação do alcance”, acredita Rogério Chaves, Secretário de Comunicação e Formação do SEEL. A expectativa é que o PMLLLB seja discutido e votado pelos vereadores da Câmara Municipal em setembro.
Para nossa categoria, cerca de oito mil trabalhadores e trabalhadoras em todo o estado de São Paulo, a existência de uma política como o PMLLLB, além de trazer a alegria de contribuir com o cumprimento da função social do livro, se traduz também em melhores salários e condições de trabalho: mais livros produzidos, mais livros lidos. Claro que muitos desafios se apresentam, porém, eles existem justamente para serem superados. O Secretário de Comunicação e Formação do SEEL, Rogério Chaves destaca entre as prioridades de um plano como este, o aumento de tiragens e do investimento na distribuição nacional, valorização da bibliodiversidade e seus autores nativos, e a consequente redução do preço final do livro, para incentivar a leitura dos brasileiros. “Sabemos que em relação ao livro, a economia da cultura se faz com a associação de muitos elementos, entre autores, casas publicadoras, gráficas, papeleiros, distribuidoras, livrarias, bibliotecas, escolas, entre outros, mas fundamentalmente, com a relação primária do capital e da força de trabalho. E esta, a força-de-trabalho, quando mais qualificada e valorizada, só faz ampliar os horizontes de toda a sociedade”, afirma o secretário de comunicação e formação do SEEL.
Publicado originalmente em SEEL.
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
Festa Literária acontece em Cidade Tiradentes
Se ligaí! | Começa nesta sexta, dia 11, a 1ª Festa Literária de Cidade
Tiradentes. No domingo, 13, às 16h, compartilho um diálogo com o meu
amigo escritor Ademiro Alves (Sacolinha) sobre "Literatura Periférica ou Marginal?", no Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes (Rua Inácio Monteiro, n° 6.900, zona leste de SP). Confira a participação completa http://goo.gl/Rwk93d e participe!
"À deriva", um poema náufrago
Barco lotado de pessoas naufraga no Mar Mediterrâneo
Só tenho minha roupa,
crianças e mulher...
escombros em minhas costas
e a terra sob meus pés
Minha família eu entreguei
para um barqueiro oferecido
Meu dinheiro eu deixei
nas mãos de desconhecidos
A bordo de um bote inflável
foi lançado o meu destino
nas águas frias do Mediterrâneo
eis um novo clandestino
Se o mar for generoso
e a chuva cair amena
e ninguém se desesperar
com o choro das crianças,
sedentas e famintas,
e o bote não virar,
quem sabe
nossas vidas
não fique
no Gibraltar
Em meu país
já fui clandestino
Corri de belgas, franceses,
ingleses, espanhóis,
portugueses, estadunidenses
Corri de todos eles
Em minha cidade
já me iludi
com missões de paz,
liberdade e prosperidade
que fomentaram mais guerra
Me iludi com todas elas
Em minha vila
fui impedido de falar
Minha língua foi proibida
por outra ultramar
E agora não querem me escutar
Desejei a Primavera
renovada em Damasco
e amargurei um porvir
que nunca se realizou
Papel nenhum tem valor
quando se esta em alto mar
A lei num bote inflável é sobreviver
e chegar em paz em algum lugar
A noite turva o horizonte
A manhã lembra que ainda estamos vivos
O mar deixa o corpo salgado
e o sol deixa a pele queimada
A maresia é companheira de travessia
- Vão nos resgatar.
Alguém exclama baixinho
Talvez seja uma mãe
abraçada a seu filho,
talvez seja alguém
delirando nalgum canto
Se tivermos sorte
seremos resgatados com vida
já que a dignidade foi perdida
durante a noite... ou era dia?
O que devo dizer
se eu for resgatado?
Ajude-me... Aiutatemi
Eu sou como você... Yo soy como tú
Não sou terrorista... Ich bin kein Terrorist
Amigo... Ami
Um dia corri deles
e agora eles correm de mim
Me pegam com luvas nas mãos
Me tiram do inferno do mar
e me colocam no inferno da terra
Me chamam de clandestino,
sem papel, imigrante,
refugiado, sem destino
Nunca pelo meu nome
Acaso não tenho direito a um nome,
a uma genealogia, a memória
e lugar?
Todas as histórias que ouvi
de guerras e campos de concentração,
tudo o que me contaram os viajantes
sobre vagões lotados, frio e fome
tudo o que aprendi na escola
sobre liberdade, igualdade e fraternidade,
morreram na praia
como Aylan Kurdi
Terei forças para escalar o muro,
fugir dos cães e dos policiais?
Minha pele resistirá ao arame farpado?
Minha família terá a mesma sorte?
Nas estradas, trilhos e montanhas,
se meus pés aguentarem,
para onde me levarão?
Ouvi dizer que alguns foram abandonados
mortos trancados num baú de caminhão
faltou ar num ambiente sufocante
Mesmo mortos nos abandonam
Somos garrafas lançadas ao mar
Somos a mensagem em carne e osso
Somos fantasmas vagando na terra
Náufragos da civilização
Perdidos num túnel sem saída
Suplicando na porta da fortaleza
Enquanto levamos uma vida proibida
Turistas cruzam o Gibraltar
Os corações estão salgados
e nossa humanidade
está à deriva
em algum bote inflável
em alto mar
Ruivo Lopes
domingo, 6 de setembro de 2015
A universalidade dos versos em "Rua de Trás", da escritora Sonia Regina Bischain
Escrevi o texto a seguir exclusivamente para o Prefácio da 2ª edição do livro "Rua
de Trás", da escritora Sonia Regina Bischain. O texto é fruto da leitura e audição da diversidade de vozes ainda silenciadas na literatura brasileira. Boa leitura!
Sonia Regina Bischain, Rua
de Trás, 2ª Edição, São Paulo, Maio, 2015.
Prefácio por Ruivo Lopes
A
literatura brasileira tem uma dívida com as mulheres. No campo literário, quando
são autoras, as mulheres são invisibilizadas pela presença preponderante de autores
homens. Nas obras escritas por autoras, as personagens mulheres além de
protagonistas são também construídas sem os estereótipos que lhes são
atribuídos frequentemente pelos autores homens. Quando são escritoras
conscientes da ação cultural desempenhada pela literatura, as mulheres têm seu
papel subvertido como quem deseja pela ficção transformar a realidade, assim, afirmam
sua existência na busca pela visibilidade negada e o protagonismo na construção
da sua própria dignidade. Visibilidade e protagonismo são elementos
fundamentais para uma escrita libertadora.
O
ato de escrever é também o de anunciar um mundo não só tal como ele é mas
também como ele poderia ser. É o que faz a escritora Sonia Regina Bischain, em
Rua de Trás, primeiro livro de poemas da autora publicado em 2009, em coautoria com a escritora Bárbara Lopes, e que agora tem a 2ª edição, além de
autoral, revisitada e acrescida de poemas inéditos que revelam a maturidade de
uma escritora que faz da literatura a extensão da própria vida.
Quero falar
um pouco das pessoas
que conheci,
que admirei
que me
ensinaram a ser quem sou.
Não falo de
coincidências ou mero acaso.
Mas sim, de
fatos de fato.
Quero,
portanto e apenas,
contar
algumas histórias,
antes que se
apague
toda a memória. (pág. 13)
Quando
foi lançado em 2009, em tiragem modesta, no contexto dos saraus Poesia na Brasa
e Elo da Corrente, localizados respectivamente nos bairros de Brasilândia e
Pirituba, periferias das zonas Norte e Oeste de São Paulo, Rua de Trás revelava
uma escritora sensivelmente humana, partícipe dos fatos, dedicada a vida e a
sua gente. A humanidade é o fio condutor da poesia comprometida de Sônia Regina
Bischain.
“procura-se:
esperança, solidariedade,
bondade, confiança, generosidade”.
(pág. 27)
Na
primeira edição, a autora, além dos poemas, assina também o projeto gráfico, e
nele imprime sua visão de mundo em fotomontagem que compõem a capa do livro.
Nela, a cidade assume camadas sociais diferentes, sendo a base a estrutura
típica dos centros urbanos representadas pelos edifícios verticalizados cujo
colorido destaca esculturas de arte a céu aberto, ao fundo e se sobrepondo em
maior escala aparece a típica paisagem das periferias cujas construções
modestas beiram o córrego ao centro da imagem, sem colorido, só o contrates do
preto e branco, assumindo o tom cinza e melancólico das margens da cidade. Coerente
com a poética presente em cada um dos seus verso, Sonia Regina Bischain reserva
a terceira e última camada da fotomontagem para um horizonte amarelado, sugerindo
um entardecer de mais um dia suado, sucedido pelas esperanças cotidianas “do
lado de cá do Tietê”, o rio que divide o Centro da Zona Norte paulistana. É no
horizonte que está a redenção de quem encontrou morada na Rua de Trás.
Que acendam
todas as luzes
da cultura,
da educação, da saúde,
de todos os
direitos elementares
de todos os
homens.
Que seja
dia!
Que venha o dia! (pág. 24)
Há
algo incomum e também em comum na apresentação da primeira edição que permeia
todo o livro. O incomum é o livro trazer duas apresentações, uma do poeta
Vagner Souza, e outra da poeta Raquel Almeida, ambos integrantes dos saraus já mencionados nesta nova
apresentação. Em comum, estão os referenciais usados por ambos para situar o
leitor e a leitora no livro. O lugar de fala da autora, a persistência dos
sonhos ainda a se realizarem, a reivindicação da memória como condição de existência,
a urgência dos tempos, a esperança de um futuro inevitável, as duras lições da
história que unem e também separam gerações, são enunciados para a poética de
Sonia Regina Bischain.
A
2ª edição de Rua de Trás vem de novo a lume após a autora ter publicado dois
romances “Nem tudo é silêncio” (2010) e “Vale dos Atalhos” (2013). Os poemas
acrescidos a esta nova edição foram escritos entre a publicação dos dois
romances e apesar da diferença no gênero, é possível encontrar diálogo entre a
prosa e a poesia da autora.
Como
se já não bastasse a sensibilidade poética da autora na precisão do conteúdo e
da forma dos seus versos, o que garante a ela uma estética própria, Sonia
Regina Bischain provoca no leitor e na leitora a sensibilidade imagética das
fotografias autorais, isso quando não promove o casamento do texto com a imagem,
imprimindo seu olhar poético que enriquece o livro. Assim, as imagens parecem
acolher o verso sobreposto e potencializado na leitura conjunta, um apelo à
memória e ao não esquecimento.
De sorte
algumas palavras
semeadas em
campo fértil deram frutos, me
saciaram de
beleza, me mataram a fome e a sede
de
conhecimento, me encheram de esperança e
coragem.
Passo adiante, a qualquer tempo:
palavras.
Para quem quiser: palavras que
alimentam, fazem sonhar, e distraem o tempo. (pág.
14)
Na
poesia de Sonia Regina Bischain os
ninguéns da história são chamados pelos nomes “Carlos”, o jovem negro,
órfão, pobre e lindo que morreu de meningite e “Leandro”, vitima do preconceito
da nossa sociedade. A autora também rende sua femenagens a duas mulheres igualmente humanas, a cantora argentina
Mercedes Sosa, a voz da latinoamerica, morta em 2009, e a médica brasileira Zilda
Arns, fundadora da Pastoral da Criança, morta em 2010, no terremoto que
devastou Porto Príncipe, capital do Haiti. Há também odes a “Família”, iniciada
com a trajetória de “Duas mulheres”, passa pela despedida de “Djalma”, até chegar
no “Autoretrato” da autora.
O
lugar também ocupa espaço basilar na poesia de Sonia Regina Bischain,
misturando-se organicamente a autora. Ora ela remonta o espaço vivido como se
fosse um quebra-cabeça em “Como era bela a rua de trás” (pág. 46) seguido de “A
rua da frente e a rua de trás” (pág. 119). Ora é o lugar que localiza e, assim,
remonta a vida da autora.
Firmei minhas raízes
planto palavras
Aqui, neste meu lugar (pág. 87).
Enfim,
eis a poesia de Sonia Regina Bischain, ancorada nos sonhos e esperanças que
nasceram no breve e intenso século XX - alguns poemas datados ainda da
conturbada e dura década de 70, outros das décadas seguintes, lembrando um
tempo que continua hostil a utopia e ao novo -, permanecem vivos e pulsantes
neste limiar do século XXI, ainda fértil de possibilidades no horizonte.
Ao
versar a Rua de Trás, Sonia Regina Bischain é universal!
Adquirira seu exemplar diretamente com a autora: soniabischain@hotmail.com
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
Câmara de São Paulo promove audiência pública sobre o Plano Municipal sobre o Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca
No dia 27 de agosto, às 19h, acontece na Câmara Municipal, audiência
pública sobre o Projeto de Lei (PL) 168/2010 que cria o Plano Municipal
do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca de São Paulo, apresentado
pelo vereador Antonio Donato (PT) e elaborado de forma participativa,
democrática e popular pela sociedade e poder público. Acesse o PL aqui http://goo.gl/Zf0lkY e o PMLLLB aqui http://goo.gl/fGTE1F Compartilhe e participe!
terça-feira, 18 de agosto de 2015
Contra a redução: menos celas, mais escolas!
Aconteceu! | Sábado (15), na Praça do Campo Limpo, zona sul de SP, o evento
comunitário e cultural organizado pela MSE (Medida Sócio Educativa) do Campo Limpo, para dialogar sobre os direitos humanos da criança e do adolescente.
Na ocasião,
diversos artistas da cultura popular aproveitaram para mandar seu recado
de que são contra o retrocesso da redução da maioridade penal!
sábado, 15 de agosto de 2015
Na zona sul de SP, programação debate problemas da redução da maioridade penal

Se ligaí! | Acontece hoje (15), a partir das 10h, este evento comunitário sobre a redução
da maioridade penal na Praça do Campo Limpo (próximo ao Terminal Campo
Limpo), zona sul de SP. Confira a programação e participe!
terça-feira, 21 de julho de 2015
A periferia nas ondas da Rádio Heliópolis recebe o rapper, educador e jornalista Netão Influência

Se ligaí! | Apresento hoje (21), às 16h, o programa Agenda Cultural da Periferia, na Rádio Heliópolis FM e recebo o rapper, educador e jornalista Netão Influência (Influência Positiva) que busca inspiração em Paulo Freire para ensinar com RAP.
Ideias, música e dicas culturais das quebradas do mundaréu. Tem dica cultural? Madaí (atividade, data, hora e local detalhados) e ouça pela internet: www.radioheliopolisfm.com.br ou sintonize 87,5 FM nas imediações da comunidade!
domingo, 19 de julho de 2015
São Bernardo do Campo prepara Conferência e planos municipais de Cultura e do Livro e Leitura

Aconteceu! | Sábado (18), na Biblioteca Municipal
Monteiro Lobato, em São Bernardo do Campo, o encontro Escritores da
Cidade para abordar a experiência de construção do Plano Municipal do
Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca de São Paulo, com Ricardo Queiroz
e Ruivo Lopes, ambos integraram o Grupo de Trabalho do PMLLLB de SP.

Neste momento, São Bernardo do Campo, região do ABCD paulista, esta em plena mobilização para preparar a Conferência Municipal de Cultura e seus planos municipais de
Cultura (2015) e do Livro e Leitura (2016).
sábado, 18 de julho de 2015
Em São Bernardo do Campo, Escritores da Cidade abordam políticas para o Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca para a Cidade

Se
ligaí, São Bernardo do Campo! | Acontece neste sábado, dia 18, às 15h,
na Biblioteca Monteiro Lobato (Rua Jurubatuba, nº 1.415, Centro), o
encontro Escritores da Cidade para abordar a experiência de construção
do Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca de São
Paulo, com Ricardo Queiroz
e Ruivo Lopes, ambos integraram o Grupo de Trabalho do PMLLLB de SP. Participe, sua cidade também precisa do seu próprio Plano
do Livro e Leitura!
Semana de Mobilização dos Direitos da Criança e do Adolescente

#ContraaRedução! | Ruivo Lopes tá na SEMANCA - Semana de Mobilização dos Direitos da Criança e do Adolescente, organizada pelo Cedeca Interlagos, no Circo Escola Grajaú,
zona sul de SP.

Na roda os "25 anos do ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente". Em cena, o caso Bernardinho, criança negra de 12 anos, engraxate, preso e estuprado em cadeia do Rio de Janeiro, em 1927, cuja repercussão foi responsável por fixar a idade penal em 18 anos. O Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência e Desigualdade Racial (2014), o Mapa da Violência (2015) e o Mapa do Encarceramento no Brasil (2015) confirmam que os jovens negros, pobres, moradores das periferias são ao mesmo tempo vítimas e penalizados pela ação e omissão do Estado brasileiro em relação aos direitos humanos da Juventude. Basta! [Foto Raonna Martins]

Na roda os "25 anos do ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente". Em cena, o caso Bernardinho, criança negra de 12 anos, engraxate, preso e estuprado em cadeia do Rio de Janeiro, em 1927, cuja repercussão foi responsável por fixar a idade penal em 18 anos. O Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência e Desigualdade Racial (2014), o Mapa da Violência (2015) e o Mapa do Encarceramento no Brasil (2015) confirmam que os jovens negros, pobres, moradores das periferias são ao mesmo tempo vítimas e penalizados pela ação e omissão do Estado brasileiro em relação aos direitos humanos da Juventude. Basta! [Foto Raonna Martins]
sábado, 20 de junho de 2015
Camará de ritmo e poesia
Programação completa do Palco Sarau: http://goo.gl/OZRsLN
Camará de ritmo e poesia.
Começa hoje, dia 20, a Virada Cultural, tradicional evento de apresentações artísticas espalhado por toda a cidade de São Paulo. A partir das 18h, quando você e eu não estivermos em algum palco, empunhando um poderoso microfone, ampliando a voz, os versos e as ideias, certamente estaremos misturados entre o público, traficando informação, com livros nas mãos, nas sacolas ou nas mochilas, nossas livrarias ambulantes de cada dia.
Esta mensagem é para você que nas próximas 24 horas vai estar sobre algum palco ou na rua.
O Brasil, este país de contrastes, tem sido palco de uma onda hostil aos Direitos Humanos, especialmente aos das mulheres, da população LGBT e principalmente da Juventude, a maior vitima da violência de Estado e do racismo que atingem negros, pobres e moradores das periferias brasileiras. São Paulo, a Capital mais rica do país, e por isso mesmo muito desigual, é um bastião do conservadorismo. Enquanto no Congresso Nacional políticos covardes se esforçam para aprovar leis que ferem os Direitos Humanos, como a redução da maioridade penal, na Câmara Municipal de São Paulo, outros políticos apequenados retiraram do texto do Plano Municipal de Educação, que valerá para a próxima década, as menções sobre abordagens de gênero e diversidade nas escolas municipais, violando os direitos das crianças de refletirem sobre o sexismo, o machismo e a LGBTfobia. Um verdadeiro retrocesso, marcha ré, atraso promovido por políticos covardes apoiados por uma turba de teleguiados que se pudessem instalariam pelourinhos em praça pública.
Esta mensagem é para você que nas próximas 24 horas vai estar sobre algum palco ou na rua.
O Brasil, este país de contrastes, tem sido palco de uma onda hostil aos Direitos Humanos, especialmente aos das mulheres, da população LGBT e principalmente da Juventude, a maior vitima da violência de Estado e do racismo que atingem negros, pobres e moradores das periferias brasileiras. São Paulo, a Capital mais rica do país, e por isso mesmo muito desigual, é um bastião do conservadorismo. Enquanto no Congresso Nacional políticos covardes se esforçam para aprovar leis que ferem os Direitos Humanos, como a redução da maioridade penal, na Câmara Municipal de São Paulo, outros políticos apequenados retiraram do texto do Plano Municipal de Educação, que valerá para a próxima década, as menções sobre abordagens de gênero e diversidade nas escolas municipais, violando os direitos das crianças de refletirem sobre o sexismo, o machismo e a LGBTfobia. Um verdadeiro retrocesso, marcha ré, atraso promovido por políticos covardes apoiados por uma turba de teleguiados que se pudessem instalariam pelourinhos em praça pública.
Nossos ritmos e poesias foram salgados pelo Atlântico, nossos versos foram escritos com sangue e suor que ainda mantém úmida cada palmo de chão desta terra, nossas batidas assustam o velho e anunciam o novo. Somos temidos porque somos o que somos, corpos livres e rebeldes!
Cultura e arte também são dimensões políticas. Nesta Virada Cultural, camará, quando você estiver com um poderoso microfone na mão, diante de um público que irá ouvi-lo, ser teu cúmplice, não tenha dúvida, pense nos humilhados e ofendidos desta terra, fale em defesa deles. A Virada Cultural tem só 24 horas, as violações de Direitos Humanos são cotidianas. Ou colocamos um fim nas violações de Direitos Humanos ou elas colocarão um fim na gente.
Camará, de que lado você vai sambar?
Nos vemos nas ruas!
Nos vemos nas ruas!
domingo, 7 de junho de 2015
Movimento Negro dá recado: a luta não acabou!
Em ato do 13 de maio, Movimento Negro dá recado: a luta não acabou!
Manifestação
reuniu diversas entidades que denunciaram o racismo, pautaram a necessidade das
cotas raciais nas universidades e instituições públicas e a luta contra a
redução da maioridade penal
Por Simone
Freire, de São Paulo (SP)
Cartazes,
bandeiras, palavras de ordem e dezenas de pessoas levaram uma mensagem às ruas
nesta quarta-feira (13), no centro de São Paulo: a luta do negro no Brasil não
acabou após a Lei Áurea, que concedeu liberdade aos escravos em 1888.
O "13 de
Maio de Luta" reuniu entidades do movimento negro, como Uneafro e rede
Emancipa, movimentos como o Levante Popular da Juventude e integrantes da rede
de cursinhos populares, professores e estudantes.
A manifestação
saiu do Largo da Batata, na região oeste da capital, ocupou uma das faixas da
Avenida Rebouças, e se dirigiu para a Universidade de São Paulo (USP). O ato
seguiu pelo interior da universidade até à frente da Faculdade de Economia e
Administração (FEA), onde foi realizada uma assembleia.
Pós-abolição
As falas dos
participantes salientaram que, além do 13 de maio, o 14 de maio, primeiro dia
pós-abolição, foi o mais importante para a luta afrodescente, uma vez que
milhares de negros e negras se viram desamparados pelo Estado e pela sociedade,
precisando buscar formas de sobrevivência e de conquistar seus direitos.
É o que aponta o educador e integrante do Coletivo Literário Perifatividade, Ruivo Lopes.
Segundo ele, o dia 14 de maio já dura mais de cem anos, pois "junto com a
abolição da escravatura não veio a restituição das terras que foram roubadas,
não veio a restituição de todo o trabalho empreendido durante a escravidão no
país, que ajudou a construir toda a sua riqueza. Até hoje esta luta pela
reparação histórica é permanente".
Estatísticas e
episódios rotineiros de racismo comprovam que é negada à população negra as
mesmas condições de vida na sociedade. Para Wagner Tito, do coletivo de
Esquerda Força Ativa, o que o Brasil vive hoje é uma abolição inacabada.
"Ainda
vivemos no 14 de maio porque o Brasil tem uma dívida histórica com o nosso
povo. Não adianta achar que nós somos libertados, livres porque em uma
sociedade escravista, capitalista e machista, nós temos que lutar contra todas
as formas de opressão. E a luta contra o racismo se faz fundamental. Seja você
branco ou negro, independente de etnia, a luta contra o racismo é uma luta de
humanos contra esta doença que não precisa existir", apontou.
Genocídio
Cantando
"Acabou o amor, vai ter cotas na USP, sim senhor", o movimento negro
também levou para às ruas, nesta quarta-feira, a necessidade das cotas raciais
nas universidades e instituições públicas.
Foi este o
principal apontamento feito por Milton Barbosa, um dos fundadores do Movimento
Negro Unificado (MNU), que foi ovacionado pelos manifestantes. "A
universidade pública não pode ser só para brancos e ricos", disse.
A luta pela não
redução da maioridade penal e contra os projetos de ampliar as terceirizações
no país também foram lembradas na marcha, além da denúncia do genocídio da
juventude negra em favelas e periferias das cidades.
Cláudia Silva,
empregada doméstica; Amarildo, ajudante de pedreiro; Douglas (DG), dançarino, e
as centenas de vítimas assassinadas todos os anos pela Polícia Militar, foram
evocados durante todo o trajeto.
"Se bandido
bom é bandido morto, por que Alckmim, Maluf, família Saney, ainda concentram
riqueza e estão vivos?", ironizou uma das integrantes do Levante Popular
da Juventude ao microfone.
Fundado por funcionários, estudantes e professores em 13 de maio de 1987, o Núcleo de Consciência Negra da USP (NCN) também foi parabenizado. Maria José Menezes, coordenadora do NCN, fez questão de lembrar da importância de se resgatar e destruir os estereótipos atribuídos à cultura e tradição dos negros.
"Nós
civilizamos o mundo, somos os pensadores. Nós precisamos nos apoderar desse
conhecimento e mostrar para nossos jovens", disse.
Fotos: Simone Freire
Publicado originalmente em Brasil de Fato.
Fotos: Simone Freire
Publicado originalmente em Brasil de Fato.
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