quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Cultura, Educação e Direitos Humanos: um tripé necessário para São Paulo!



O Brasil vive hoje uma efervescência de editais públicos, dos quais é importante destacar os voltados para a área cultural com objetivo de atender certa diversidade de protagonismo, criação, produção, manifestações e linguagens artísticas, visibilidade, territórios, etc. São milhões de reais em investimentos em projetos culturais a cada ano. No entanto, o país continua hostil a sua população jovem negra e moradora das periferias, como aponta o Mapa da Violência de 2012. 

Em São Paulo, a capital mais rica do país e ainda muito desigual, o retrato não é nada animador para a população jovem negra e moradora da periferia, como aponta o infográfico da SMDHC da PMSP. 

Um caminho para mudar este retrato é promover a participação e o debate sobre os vários planos a serem implementados na cidade de SP, aqui destaco os voltados para as áreas de Cultura, Educação e Direitos Humanos, tendo este jovem negro e morador da periferia - que hoje engrossa as estatísticas do Mapa da Violência -, não como público alvo, mas como protagonista no planejamento e execução dos vários planos a partir da relação com cada território. Mas isso precisa estar garantido como princípio e diretriz nestes planos em construção na cidade. E não é tão óbvio quanto parece quando diferentes interesses entram em jogo. 

Cabe primeiramente ao poder público municipal firmar os compromissos necessários entre secretarias, agindo sempre em parceria com quem atua diretamente nos territórios atingidos, nas periferias da cidade, se quiser de fato mudar esta triste realidade!

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